
O novo Plano Safra deve custar R$ 18,1 bilhões aos cofres públicos no ciclo 2026/27, segundo fontes do governo. No ano passado, esse valor chegou a R$ 13,4 bilhões – o que significa que o custo da União aumentou 35%, considerando a agricultura empresarial e a familiar.
É importante destacar que esse valor não é o orçamento total disponível para os produtores pegarem emprestado, mas sim o custo do subsídio pago pela União. Ele cobre a chamada equalização: o Tesouro Nacional paga aos bancos e cooperativas a diferença entre as taxas de mercado e as taxas subsidiadas oferecidas ao setor agropecuário.
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No anúncio desta terça-feira (30), o governo informou que o Plano Safra 2026/27 terá R$ 97 bilhões em linhas com juros equalizados. Esse valor representa uma queda de 14,7% frente ao ciclo passado, quando foram disponibilizados R$ 113,8 bilhões nessa modalidade.
Em entrevista ao Mercado & Cia, o secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, afirmou que o desenho final foi “o plano possível” diante do atual cenário de restrição fiscal e das fontes de financiamento disponíveis.
Os recursos são considerados essenciais para garantir o ritmo das contratações de custeio, que financiam a compra de sementes, fertilizantes e defensivos para a próxima temporada. Após a definição do orçamento, a expectativa do setor agora se volta para a publicação das regras oficiais e a liberação do crédito nas agências bancárias.
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