O Ibovespa encerrou a terça-feira (27) em forte alta, atingindo novos recordes intradia e de fechamento, cima dos 181 mil pontos. O dólar caiu e fechou a sessão no menor patamar em dois anos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou com alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos. O volume financeiro somava R$ 31,60 bilhões antes dos ajustes finais.
Durante o dia, o índice chegou à máxima histórica de 183.316,72 pontos, às 14h01, embalado por um movimento generalizado de compra de ativos de risco, forte fluxo estrangeiro e um ambiente macro que segue favorável ao Brasil, mesmo diante de cautela nos mercados globais.
O desempenho reflete uma combinação rara de fatores: commodities em alta, dólar globalmente mais fraco, inflação doméstica mais comportada e expectativa de mudança na política monetária, ainda que gradual.
O setor financeiro também foi destaque positivo do dia. Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco tiveram forte alta. Portanto, os principais bancos do país lideraram os ganhos do setor. A perspectiva de melhora no crédito animou investidores.
Já o dólar fechou a sessão desta terça-feira em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,2056.
O resultado marca o menor fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$ 5,1539.
Influências
No cenário doméstico, teve influência nesta terça-feira a prévia da inflação de janeiro (IPCA-15), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período da manhã. O indicador mostrou alta de 0,20%, levemente abaixo das projeções, de 0,22%.
Além disso, ditam o movimento dos investidores as expectativas para a chamada Superquarta; as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos estão previstas para esta quarta-feira (28).
A expectativa é de que tanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quanto o Federal Reserve (banco central americano) anunciem a manutenção de suas respectivas taxas de juros.
E o presidente Donald Trump pode anunciar o novo nome escolhido para liderar o Fed e há temores de que o indicado sofra pressão política para cortar juros mais rápido, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.
E no governo Trump também preocupa os investidores com o risco de um novo shotdown (paralisação do governo americano), devido ao impasse no Congresso sobre o Orçamento e a área de segurança.
Somado a isso, a União Europeia (UE) e a Índia fecharam um grande acordo comercial após 20 anos de negociações, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com um mercado de cerca de 2 bilhões de pessoas.
Movimentos que influenciaram o comportamento dos investidores.














