iFood de drone: para onde o serviço vai ser ampliado

Entrega por drone conecta Aracaju à Barra dos Coqueiros e deve ganhar nova rota na região metropolitana de São Paulo após aprovação regulatóriaDivulgação/iFood

O iFood estuda ampliar o serviço de entregas por drone para novas regiões do país e a próxima rota deve ser implantada na região metropolitana de São Paulo, após aprovação regulatória, informou a empresa em entrevista ao iG.

O iFood estuda ampliar o serviço de entregas por drone para novas regiões do país e a próxima rota deve ser implantada na região metropolitana de São Paulo, após aprovação regulatória, informou a empresa em entrevista ao iG. pic.twitter.com/DLisCgbd2m

— iG (@iG) February 13, 2026

A informação foi confirmada pela diretora sênior de logística do iFood, Mariana Werneck. “A gente tá sempre avaliando novas rotas, mas a próxima, depois de aprovada, deve ser na região metropolitana de São Paulo”, afirmou.

Atualmente, a operação está ativa em Sergipe, conectando o Shopping RioMar, em Aracaju, aos condomínios da Barra dos Coqueiros. O modelo combina transporte aéreo e entrega terrestre e depende de análise de segurança e autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Como funciona a entrega

Para o cliente, o pedido é feito normalmente pelo aplicativo. A diferença está na logística. Em Sergipe, após a compra, um mensageiro leva o pedido até uma estação de drones.

Segundo Mariana Werneck, “nessa rota que a gente tem em Aracaju, um mensageiro recolhe o pedido no shopping, o drone atravessa o rio e leva até um condomínio. E a última milha é feita por um dos nossos entregadores”.

Apesar da preocupação de pessoas nas redes sociais sobre os efeitos da tecnologia no trabalho dos entregadores, o modelo adotado é chamado de multimodal, pois combina transporte aéreo com bicicletas, motos e outros meios terrestres.  

Na operação atual, o drone cruza o rio Sergipe em cerca de três minutosDivulgação/iFood

Werneck acrescenta que “o drone amplia as possibilidades de rota, porque essa rota não existia antes, e mantém o entregador no coração da nossa operação”.

Hoje, os drones fazem entregas apenas na rota entre Aracaju e Barra dos Coqueiros. A operação pode atender até 280 pedidos por dia, funcionando cerca de dez horas diárias, todos os dias da semana.

Segundo a empresa, tempo médio total entre pedido e entrega é de cerca de 30 minutos. A rota aérea percorre menos de quatro quilômetros, cruzando o rio Sergipe em cerca de três minutos. Pelo trajeto terrestre, a entrega poderia chegar a cerca de uma hora, considerando ida e volta, em um percurso de aproximadamente 36 quilômetros.

Até o começo de dezembro de 2025, a operação em Sergipe ultrapassou 1.500 pedidos. Desde a retomada da rota, em meados de outubro, a média tem sido superior a 300 entregas por mês, com maior demanda nos fins de semana à noite.

  • LEIA MAIS: Drones transformam logística do iFood, diz diretor

Critérios para expansão

O iFood informa que busca novas rotas onde o modelo tradicional de entrega enfrenta dificuldades, como barreiras geográficas, como rios, por exemplo, ou locais onde o acesso por terra é mais demorado.

A ampliação depende de estudos de segurança e de aprovação do DECEA. A empresa afirma que o objetivo é avançar “de forma responsável e sólida”, utilizando a tecnologia para complementar o trabalho dos entregadores em trechos considerados pouco produtivos no modelo convencional.

Em 2022, o iFood se tornou a primeira empresa das Américas a obter autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para realizar entregas comerciais com drones no país, em parceria com a Speedbird Aero.

Inicialmente, a liberação permitia cargas de até dois quilos e meio. Atualmente, os drones utilizados na operação podem transportar até cinco quilos.

Como é o drone

O equipamento é um veículo autônomo não tripulado, desenvolvido com tecnologia nacional. Ele pode atingir velocidade de até 50 km/h e voar a até 60 metros de altura. Os voos são automatizados e monitorados por um centro de controle em Franca (SP).

Os drones possuem GPS integrado, sistema de paraquedas para emergências e operam em rotas previamente autorizadas. Segundo a empresa, as câmeras são de baixa resolução e utilizadas apenas para navegação e apoio ao pouso.

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