A morte do ator norte americano James Van Der Beek, aos 48 anos, volta a chamar a atenção para o câncer colorretal, um dos tumores mais frequentes no Brasil e no mundo.
Conhecido por marcar uma geração como protagonista da série Dawson’s Creek, o artista havia sido diagnosticado em estágio 3 após realizar uma colonoscopia de rotina. O caso reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico, inclusive entre pessoas mais jovens.
Segundo informações divulgadas pela família, o ator enfrentava a doença nos últimos anos. Ao tornar público o diagnóstico, ajudou a ampliar o debate sobre prevenção e rastreamento, contribuindo para reduzir o estigma em torno do câncer de intestino.
Para o coloproctologista Danilo Munhóz, o impacto de casos envolvendo figuras conhecidas pode ampliar a conscientização da população. “O câncer colorretal é um dos tumores mais incidentes no Brasil, mas quando identificado nas fases iniciais, as chances de cura são significativamente maiores. O problema é que muitos pacientes ainda demoram a procurar avaliação”, explica.
O especialista alerta que a doença não deve ser associada apenas à terceira idade. “Estamos observando um aumento de diagnósticos em pessoas com menos de 50 anos. Isso exige uma mudança de mentalidade. Sintomas persistentes precisam ser investigados, independentemente da idade”, afirma.
Entre os sinais de alerta estão mudança do hábito intestinal por várias semanas, presença de sangue nas fezes, dor abdominal frequente, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente, anemia e cansaço excessivo. “Nenhum desses sintomas deve ser ignorado ou tratado como algo banal sem avaliação adequada. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, mais simples tende a ser o tratamento e melhores são os resultados”, reforça o médico.
O caso de James Van Der Beek se soma ao de outras personalidades que enfrentaram o mesmo tipo de tumor e ajuda a colocar o tema em evidência. Para os especialistas, transformar a comoção em informação é fundamental.
“A colonoscopia é um exame seguro e capaz de detectar lesões ainda em fase inicial, muitas vezes antes mesmo de se tornarem câncer. Falar sobre isso salva vidas”, conclui Danilo Munhóz.













