Janilda Nogueira, esposa de Roque, ataca colunista pela direct

Roque e Silvio SantosReprodução

Recebi da esposa de Roque, Janira, uma mensagem pelas directs que dispensa qualquer interpretação. Ela escreveu: “de agora em diante vou te odiar com toda minha força seu jornalista meia tigela invejoso.” Não há ali um único contraponto aos fatos, nenhuma tentativa de debate ou esclarecimento. Há apenas a substituição da conversa pelo ataque pessoal, uma escolha que empobrece qualquer discussão e expõe quem acredita que ofender é uma forma de vencer.

Toda essa reação nasceu porque opinei que talvez fosse hora de virar a página. Depois de tantos anos de dedicação do Roque ao SBT, é natural existir carinho pela história construída ali. Mas nenhuma empresa pertence a nós, por mais importante que tenha sido nossa trajetória.

Empresas seguem seus ciclos, renovam seus quadros e continuam existindo. Permanecer emocionalmente preso a um lugar que já ficou no passado costuma transformar saudade em sofrimento, e sofrimento em ressentimento.

Existe um traço curioso em quem reage dessa forma. Quando a realidade contraria o desejo, o culpado passa a ser sempre alguém de fora. Em vez de refletir sobre os próprios atos, cria-se um inimigo imaginário, atribuindo a ele sentimentos de ódio e rancor que talvez existam apenas dentro de quem acusa.

É um mecanismo conhecido: projetar no outro aquilo que não se consegue elaborar em si mesmo. O resultado é uma espiral de agressividade que afasta pontes, rompe diálogos e normaliza um comportamento incompatível com qualquer convivência civilizada.

E talvez a frase mais reveladora da mensagem seja justamente a acusação de que eu teria inveja dela. Mas, afinal, inveja de quê? Da necessidade permanente de reviver um passado que não volta? Da transformação de um desacordo em ofensa? Da crença de que o mundo gira em torno de uma porta que já se fechou?

A verdadeira liberdade começa quando entendemos que nenhuma empresa define nossa existência. Quem aprende a seguir em frente preserva a própria dignidade. Quem escolhe viver alimentando ódio acaba sendo prisioneiro dele. 

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