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Assim como fez o estilista Paul Poiret no início do século 20, Jonathan Anderson quer liberdade para a sua clientela, seja ela de que gênero for. Aliás, determinar gênero quando o assunto são roupas é algo so last season para o britânico empossado como diretor-criativo geral da Dior no ano passado. As linhas entre o que é masculino e feminino são para lá de tênues no inverno 2026 da Maison.
Mas esse é apenas um dos aspectos a destacar no pot-pourri de estéticas e referências vistas na passarela. Entre releituras das criações de Poiret e pitadas new wave ou glam rock, a real é que Anderson decidiu chacoalhar as estruturas clássicas da icônica instituição francesa. E, passado o susto, o olhar se acostuma agradavelmente ao novo momento.
Paul Poiret (1879-1944), conhecido como “Le Magnifique” (O Magnífico) e “Rei da Moda”, foi um dos estilistas mais influentes de sua época, revolucionando a moda ao libertar as mulheres do espartilho rígido da Belle Époque e introduzir um estilo exuberante, com referências étnicas e orientais. Ele é considerado o primeiro grande costureiro moderno, cujas criações focavam no conforto e na liberdade de movimentos.
Foi com blusas inspiradas em vestidos paetizados de Poiret que Anderson abriu o desfile na quarta-feira (21), em Paris. Os três primeiros looks, arrematados por calças jeans slim, botas nos pés e bolsas nos ombros bem que poderiam ser de algum roqueiro andrógino a la Maneskin – a peruca em amarelo fluo, presente em diversos looks, só acentuou a referência. Na trilha, quem ecoava era mesmo o artista norte-americano Mk.gee, com seu indie envolvente, perfeito para flanar pela capital francesa. Não à toa, a marca batizou a turma de Anderson de “aristo-juventude”, ou “flâneurs modernos.”
Parkas utilitárias, saias, doudounes, polos ajustadas com dragonas brilhosas nos ombros, capas encasuladas com os prints orientais que Poiret tanto gostava incorporados aos looks em modo moulage, jaquetas bar cropped – ícone de Christian Dior –, jaquetas com abotoamentos e adornos militares para marcar o côté aristocrático de uma coleção que respira ares punk. O repertório é eclético. Alfaiataria? Tem também, em tweed pied-de-poule ou lã cinza. Um mix bem jovem, onde os anos 1920 encontram os 1980, que poderia estar nas ruas de uma metrópole ou na plateia de um festival. Uma rebeldia bem British, ao modo de Jonathan Anderson.
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