Uma briga de trânsito ocorrida em 1999 voltou a ter consequências agora, em 2026, para o ator e cantor Maurício Mattar, mais de duas décadas depois do episódio. O caso envolve uma indenização determinada pela Justiça após o ator ter sido condenado pelas agressões contra o motoboy Rodrigo Antonio Martins de Matos, em São Paulo.
Segundo os registros do processo, o episódio aconteceu na noite de 1º de maio daquele ano, após provocações, fechadas e perseguição no trânsito. A vítima relatou ter sofrido lesões corporais, fratura e danos ao rádio comunicador que utilizava para trabalhar, além de ter precisado de tratamento médico e psiquiátrico.
Mesmo após a condenação de Mattar ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, o ator não arcou com o pagamento estipulado pela condenação. A tentativa de obter o recebimento dos valores se arrastou por anos. O processo entrou na fase de execução de sentença, etapa em que a Justiça busca garantir que uma condenação seja efetivamente paga.
Penhora de bens
Durante mais de duas décadas, o credor informou à Justiça que enfrentou dificuldades para localizar bens do ator que pudessem ser penhorados. Em 31 de agosto de 2025, diante da demora, foi autorizado um novo caminho: a busca por receitas provenientes da atividade artística, incluindo direitos autorais, direitos conexos, cachês e monetização de canais digitais.
A medida alcançou plataformas como Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube Music, além de entidades de gestão de direitos musicais, como ECAD, ABRAMUS e UBC. Mattar, por sua vez, pediu que a totalidade desses rendimentos não fosse comprometida, argumentando que os recursos também são necessários para o sustento de sua família.
Ao analisar a questão, a magistrada limitou a penhora a 30% dos valores eventualmente encontrados, considerando a natureza alimentar dos rendimentos artísticos. A Justiça também determinou pesquisas sobre possíveis imóveis do devedor, mas rejeitou pedidos para suspender sua CNH, seu passaporte e seus cartões de crédito. Uma planilha de atualização apresentada em 7 de outubro de 2025 apontou que a dívida havia chegado a R$ 230.111,70.
Recentemente, as plataformas e entidades envolvidas retornaram ao Judiciário com informações sobre os valores vinculados ao ator. Caberá agora à Justiça analisar os dados e definir os próximos passos para o cumprimento da decisão. O objetivo agora da Justiça é transformar os valores localizados em recursos destinados à quitação da indenização.






