Marcus Montenegro vive um momento especial na trajetória dedicada à arte e à formação de artistas.
À frente do projeto Ser Artista, que reúne diferentes iniciativas voltadas ao universo artístico, o agente celebra três acontecimentos importantes: o reconhecimento pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, uma nova temporada do curso Ser Artista e a marca de 100 episódios do podcast “Marcus Montenegro em Ser Artista”.
No dia 25 de setembro, às 14h, Montenegro receberá o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, no Salão Nobre do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal do Rio.
A homenagem acontece por iniciativa das vereadoras Tatiana Roque e Joyce Trindade e reconhece o trabalho desenvolvido por meio do projeto Ser Artista.
A premiação chega em um momento em que Montenegro amplia justamente uma das frentes que considera fundamentais em sua trajetória: a formação de novos profissionais.
Em parceria com André Arteche, ele prepara uma nova temporada do Curso Ser Artista, na Casa das Artes de Laranjeiras, com aulas entre 6 de outubro de 2026 e 20 de abril de 2027.
A proposta reforça uma visão que acompanha o trabalho de Montenegro há anos: a de que ser artista vai muito além do talento e envolve preparação, consciência, conhecimento e disposição para compreender o próprio ofício.
Leona Cavalli marca o 100º episódio
Esse olhar também está presente no podcast “Marcus Montenegro em Ser Artista”, que chega ao 100º episódio com uma convidada especial: a atriz e diretora Leona Cavalli.
Em uma conversa que percorre arte, carreira, autoconhecimento e os desafios da profissão, Leona fala sobre algumas das experiências que transformaram sua maneira de atuar.
“O autoconhecimento do ator é muito importante”, afirma a atriz.
Ao relembrar sua experiência interpretando no teatro a vida de Cacilda Becker, uma das grandes referências da dramaturgia brasileira, Leona conta que o processo também proporcionou uma nova consciência corporal.
Dirigida por uma bailarina de renome, ela passou a trabalhar não apenas músculos e movimentos, mas também o “osso”, o ritmo e a percepção do corpo em cena.
A atriz também destaca uma transformação provocada pela televisão em sua relação com a interpretação.
“Com a televisão eu aprendi a ter mais prazer com coisas do cotidiano e isso foi uma libertação”, revela.
Durante a conversa, Montenegro ressalta a versatilidade de Leona, lembrando que ela transita do clássico à comédia.
O diálogo aborda ainda os preconceitos existentes dentro da própria classe artística e os impactos que julgamentos podem provocar na trajetória dos atores.
Para Leona, enfrentar essas barreiras também pode representar uma possibilidade de transformação.
“É no salto da pedra do preconceito que está a grande libertação da arte. A renovação.”
Em outro momento, ela amplia a reflexão sobre o papel da arte e do ator diante da condição humana.
“A arte cura através do amor, por todas as faces da condição humana. Mas, para atuar, é preciso estar pronto a interpretar qualquer pessoa publicamente e sem julgamento.”
Uma relação que também chegou aos palcos
A relação da atriz com o universo criado por Montenegro também aparece na conversa.
Leona relembra ter interpretado algumas das grandes damas do teatro e da televisão brasileira no espetáculo “Ser Artista”.
Segundo ela, aceitar representar essas mulheres foi motivado pela admiração por cada uma delas, pela experiência de já ter trabalhado com algumas e também pelo amor de Montenegro por essas personalidades e pela história da televisão brasileira.
“O espetáculo me tocou profundamente. Eu ainda tive o prazer de ser dirigida pela Beth Goulart e dividir o palco com Anderson Müller”, conta.
A presença de Leona Cavalli no centésimo episódio sintetiza a proposta que o podcast construiu ao longo de sua trajetória: colocar em primeiro plano histórias, experiências e reflexões de profissionais que ajudam a construir a arte brasileira.
Entre a homenagem na Câmara do Rio, a continuidade do trabalho de formação e os 100 episódios do podcast, Marcus Montenegro amplia uma atuação que vai além da representação de artistas.
O Ser Artista passa a reunir formação, memória, conversa e valorização profissional em torno de um mesmo propósito: discutir não apenas quem está diante do público, mas também tudo aquilo que existe por trás da construção de um artista.





