O Festival de Teatro de Curitiba será palco de um momento simbólico para a trajetória de Marcus Montenegro. Com mais de 40 anos de atuação no entretenimento, o empresário, produtor e agente artístico escolheu o evento para dar início à construção pública de sua biografia, em um encontro aberto ao público no Sesc Paço da Liberdade, no dia 11 de abril, das 17h às 18h30, com entrada gratuita.
Mais do que uma celebração de carreira, a proposta é transformar a biografia em um encontro vivo com o público. Em um formato que mistura memória, reflexão e troca, Montenegro pretende compartilhar bastidores e momentos marcantes de uma trajetória construída ao longo de quatro décadas no teatro, na televisão e no agenciamento artístico.
“Quero muito lotar. Conto com vocês, meus amigos amados de Curitiba”, declarou o artista ao convidar o público para o encontro.
A conversa será conduzida por Tânia Brandão, referência no pensamento crítico teatral no Brasil e contará com a participação da produtora Iafa Britz, nome importante do cenário cultural e audiovisual. O encontro reúne diferentes visões sobre o teatro, o audiovisual e a construção de carreiras longevas no entretenimento brasileiro.
Ao longo da carreira, Marcus Montenegro se consolidou como um dos nomes mais influentes do agenciamento artístico no país, acompanhando de perto as transformações do teatro, da televisão e do mercado audiovisual nas últimas décadas. Sua atuação também se tornou uma voz ativa contra o etarismo na indústria do entretenimento, tema que deve fazer parte da conversa durante o encontro no festival.
Em um mercado que muitas vezes valoriza apenas o novo, Montenegro defende a importância da experiência e da permanência artística. A proposta de abrir a própria biografia ao público também passa por essa reflexão sobre tempo, carreira e continuidade no setor cultural.
Segundo ele, não se trata apenas de contar a sua história, mas de compartilhar uma trajetória que também é a história de muita gente que construiu o teatro e o entretenimento no Brasil.
O encontro no Festival de Curitiba marca, assim, não apenas uma comemoração de carreira, mas também um momento de reflexão sobre longevidade profissional, memória e o futuro da profissão artística em um mercado em constante transformação.











