O Ministério da Saúde pediu a inclusão do influenciador Lito Sousa em um estudo experimental nos Estados Unidos para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurodegenerativa rara e sem cura, com a qual ele foi diagnosticado na última semana.
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Segundo informações do jornalista Victor Ferreira, do Estúdio i, da Globonews, o órgão fez contato com pesquisadores da Universidade de Harvard, para solicitar a inclusão do especialista em segurança aérea em uma pesquisa sobre a doença.
Além disso, o próprio Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário executivo, Adriano Massuda, estão tentando contato com pesquisadores norte-americanos para tentar viabilizar a inclusão de Lito Sousa nos estudos.
Instituto dos EUA diz que vai tentar ajudar Lito Sousa
O diagnóstico de Lito Sousa foi divulgado por sua esposa, Mila Seidl, nesta sexta-feira (22). Desde então, ela vem travando uma luta contra o tempo em busca de tratamentos alternativos para a condição raríssima.
Após a comoção nas redes sociais, o Broad Institute se manifestou e afirmou que está em contato com a equipe de Lito Sousa para avaliar as opções disponíveis para o criador de conteúdo. Por meio das redes sociais, a instituição informou que está avaliando o caso.
“Agradecemos a todos que entraram em contato para apoiar o @lito. Estamos em contato com a equipe dele para ajudar a avaliar as opções disponíveis”, começou a instituição.
Apesar da esperança dos fãs e da família, o grupo de pesquisas destacou a gravidade da condição, que não possui cura conhecida até o momento. “A doença priônica é rara e devastadora e, por enquanto, não existem tratamentos eficazes. Estamos trabalhando arduamente para mudar isso, mas as pesquisas – incluindo os ensaios clínicos – ainda estão em estágios iniciais. Estamos avançando o mais rápido possível”, completou a nota.
O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma doença priônica humana rara, neurodegenerativa, progressiva e, até o momento, sem cura. O quadro costuma começar com demência, perda de memória e tremores e, com o tempo, evolui com outros sinais neurológicos que afetam diferentes regiões do cérebro simultaneamente.
Vale destacar que a doença é considerada rara, ou seja, existem poucos registros pelo mundo desde sua primeira notificação, nos anos 60. De acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, de 2005 a 2021 foram registradas no Brasil 1.576 notificações de casos suspeitos da doença de Creutzfeldt-Jakob.
Entretanto, entre esse número, apenas 34% foram confirmados. Ou seja, cerca de 547 casos da doença em 16 anos.














