Morte de Erlan Bastos: viúvo aponta negligência médica no caso

Noivo de Erlan Bastos aponta negligência médica e relata últimos diasInstagram

Neto Maciel afirmou nesta quarta-feira (21) que houve negligência médica no atendimento ao jornalista Erlan Bastos, que morreu aos 32 anos no sábado (17), em Teresina, no Piauí. O desabafo foi feito nas redes sociais e teve como objetivo relatar os últimos dias de vida do comunicador e alertar para falhas no sistema de saúde. Erlan morreu após complicações causadas por uma tuberculose.

O relato completo foi divulgado pelo próprio Neto em uma série de vídeos publicados no Instagram. O noivo do jornalista explicou que decidiu falar para esclarecer informações equivocadas e mostrar como o diagnóstico demorou a ser confirmado, mesmo após várias idas a hospitais públicos e particulares.

Neto contou que os primeiros sintomas surgiram em dezembro, quando o casal estava em Macapá. “Em Macapá, saímos com uma suspeita de câncer. Fizemos tomografia de contraste, ressonância magnética, mas não andava. Fomos para Teresina atrás de uma melhoria, e conseguimos ir para o Hospital Natan Portella, foi lá que uma médica suspeitou da tuberculose”, afirmou.

Segundo ele, antes disso, o atendimento se limitava ao alívio de dor. “Em muitas dessas idas ao hospital, os médicos descreviam apenas Buscopam e o levavam para casa”, declarou, ao apontar falhas no acompanhamento clínico.

O noivo disse que o casal procurou ajuda em diferentes unidades de saúde. Ele afirmou que passou por hospitais públicos e particulares em Macapá e Teresina, incluindo instituições consideradas referência. Mesmo assim, não houve definição clara sobre a origem dos sintomas durante semanas.

Neto também falou da precariedade estrutural do sistema. “Queria deixar claro também as deficiências e precariedades do nosso sistema de saúde. O Erlan não cuidava bem da saúde, fato, mas também teve muita negligência do sistema de saúde”, disse.

Ele ainda comentou que havia rumores sobre falta de recursos financeiros, mas negou essa versão. Segundo Neto, houve atendimentos em hospitais privados, como o São Camilo, em Macapá, e o São Marcos, em Teresina.

Transferência para CTI e agravamento do quadro

Após a regulação para o Hospital Natan Portella, a equipe médica iniciou o tratamento para tuberculose peritoneal. Neto contou que Erlan reagia bem no início. “Ele foi para o isolamento no hospital e ele estava reagindo bem, estava se alimentando bem”, relatou.

O quadro mudou rapidamente na sexta-feira (16). “Na sexta-feira, tudo desandou. Os médicos sugeriram que ele fosse para o CTI, já que ele estava com derrame pleural”, afirmou. Segundo Neto, houve a necessidade de intubação. Ele contou que recebeu uma ligação do hospital durante a madrugada para autorizar o procedimento e que consultou a mãe de Erlan antes da decisão.

Poucas horas depois, veio a notícia da morte. “É uma dor que não tem como descrever”, declarou. No desabafo final, Neto falou da importância do legado profissional de Erlan Bastos. Ele afirmou que o projeto Em Off continuará ativo como forma de manter viva a missão do jornalista. “O site, ele continua porque esse trabalho ele não pode ser perdido”, disse.

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