Mulheres fortalecem agricultura sustentável na Amazônia

Mulheres no Pará estão transformando seus territórios por meio da agroflorestaUnsplash

É preciso cuidado ao pensar em práticas de cultivo agrícola em meio à maior floresta tropical do mundo. Os chamados sistemas agroflorestais são modelos interessantes porque imitam o funcionamento da própria floresta e pouco interferem na dinâmica local.

Em vez de plantar apenas uma cultura em grandes áreas, como acontece na monocultura, a agrofloresta mistura diferentes espécies de plantas (árvores, frutas, hortaliças e até plantas medicinais) que crescem juntas e se complementam.

Pensando nisso, um grupo de mulheres no Pará está transformando seus territórios por meio da agrofloresta. A RAMA (Rede de Apoio a Mulheres Agroflorestoras) articula produtoras rurais que atuam do plantio à comercialização, fortalecendo a autonomia feminina e promovendo práticas sustentáveis na Amazônia.

“Nós somos um movimento coletivo, em que as pessoas se reúnem para implantar sistemas agroflorestais nas propriedades, utilizando culturas que já fazem parte da nossa realidade local. Isso mostra que fazer agrofloresta faz sentido para o nosso território e também para o clima, porque produzimos alimento, recuperamos áreas e fortalecemos a floresta ao mesmo tempo”, afirma Iêda Rivera, uma das responsáveis pelo projeto.

Equilíbrio dos sistemas produtivos

A lógica das agroflorestas é simples: observar como a natureza funciona e aplicar isso na produção de alimentos. Na floresta, cada planta ocupa um espaço e um tempo diferente, ajudando a proteger o solo, manter a umidade e atrair biodiversidade. Nas agroflorestas, esse mesmo princípio é usado para criar sistemas produtivos mais equilibrados.

O resultado é um modelo de agricultura que produz alimentos ao mesmo tempo em que recupera o solo, aumenta a diversidade de plantas e ajuda a conservar o ambiente. Por isso, as agroflorestas vêm sendo cada vez mais adotadas como alternativa sustentável à agricultura convencional, especialmente em regiões tropicais.

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Além dos impactos ambientais positivos, a RAMA fortalece redes de apoio e troca de saberes entre mulheres, estimulando liderança, protagonismo e participação nas decisões sobre o uso da terra

Ao valorizar conhecimentos tradicionais e práticas agroecológicas, a rede demonstra que justiça social e conservação ambiental caminham juntas.

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