O músico espanhol Vincen García faz sua estreia no Brasil

O baixista Vincen GarcíaReprodução – frame de vídeo do YouTube

O jazz nasceu nos Estados Unidos, mas se universalizou, espalhando-se pelo mundo todo.

Muito disso se deve a sua sofisticada sonoridade.

Exemplos não faltam de latinos que trafegam por essa praia: os cubanos Paquito D’Rivera, Arturo Sandoval e Julián Gutiérrez, o dominicano Michel Camilo, os argentinos Lalo Schifrin e Gato Barbieri.

Mais recentemente, se juntou a eles o espanhol Vincen García, que está no Brasil para dois shows.

Os espetáculos acontecerão hoje (27/02) às 20 horas e às 22h30 no Blue Note de São Paulo.

Ambos terão como destaque VIVACE, seu novo álbum.

Reproduzimos aqui uma entrevista exclusiva com o artista.

Vincen García

Como você define seu estilo musical: jazz, funk ou os dois?

Eu definiria meu estilo mais como funk/fusion/jazz, enérgico e com alguns toques de rock.

Quais são suas influências musicais?

Na verdade, são bem amplas. Comecei ouvindo rock, metal, reggae, funk e jazz fusion.

Mas digamos que, nos últimos anos, tenho escutado bandas como Lettuce, Mark Lettieri e Cory Wong.

Gosto de muitos baixistas, mas os que mais me influenciaram foram Pepe Bao, Marcus Miller, Victor Wooten e Junior Braguinha…

E a música da Espanha? Ela também contribuiu para sua sonoridade?

Sim, com certeza. Uma banda me marcou muitíssimo: chama-se O’funk’illo.

O baixista deles é o Pepe Bao, uma das minhas principais influências. Eles fazem funk rock, e essa banda me marcou demais no meu início.

Muitos músicos jovens optam por começar suas carreiras tocando guitarra elétrica. O que te fez escolher o baixo?

Eu escolhi o baixo porque, na escola, conversávamos sobre montar uma banda e ninguém queria tocar baixo.

Então eu me joguei, comecei a me interessar e estou aí até hoje (risos).

Vincen García une o jazz e o funkReprodução – frame de vídeo do YouTube

Sobre o Brasil

Qual é a sensação de fazer seu primeiro show no Brasil?

Sinceramente, poder ir a São Paulo tocar minha música é um presente. Além disso, é um país onde existem muitíssimos baixistas incríveis e a música é muito importante. Me sinto muito sortudo por poder fazer isso.

O que você acha da música brasileira?

Acho que a música brasileira é riquíssima em tudo (risos): harmonia, ritmo, melodias…

Como será a participação do brasileiro Junior Braguinha?

O Junior vai subir ao palco e tocaremos algo juntos com minha banda.

Para mim, será um momento muito, muito especial, já que o Junior é um dos meus baixistas favoritos no mundo todo.

Ele é um cara genial e acho que vamos nos divertir demais.

O que o público brasileiro pode esperar de seu espetáculo?

Acho que o show será enérgico, divertido e envolvente.

Além disso, estou apresentando meu segundo álbum, VIVACE, e espero que eles gostem.

Festivais

O baixista Vincen García tem em seu currículo a participação em renomados festivais de jazz. Entre eles North Sea Jazz Festival (Países Baixos), Pori Jazz Festival (Finlândia) e Montreux Jazz Festival (Suíça).

Não se esqueça

Esta coluna é um espaço destinado à cultura e músicas latinas. Mais informações sobre esses temas você encontra em www.ondalatina.com.br  e no Canal Onda Latina: https://www.youtube.com/@canalondalatina 

Assista o videoclipe de APRIETA 2.0 com Vincen García:

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