‘O Paraíso Enlouqueceu’ destaca desafios do teatro independente

O Paraíso EnlouqueceuDivulgação

Durante uma passagem pelo Rio de Janeiro, tive a oportunidade de assistir à peça O Paraíso Enlouqueceu, apresentada em um espaço fora do circuito teatral tradicional. A experiência reforçou uma lição aprendida ainda na adolescência: grandes espetáculos e talentos também podem ser encontrados em lugares inesperados.

A peça é simplesmente fantástica e, além de divertida, chama a atenção pelo trabalho de seus profissionais. Após assistir à apresentação, conversei com Danielle Dias, atriz e produtora do espetáculo, que contou um pouco sobre os desafios de tirar o projeto do papel e mantê-lo em cartaz.

1. Quais foram as principais dificuldades para produzir O Paraíso Enlouqueceu?

Os desafios para produzir uma peça são inúmeros. Temos dificuldades financeiras, já que fazemos teatro de guerrilha, ou seja, sem recursos financeiros suficientes. Também precisamos conciliar as agendas dos integrantes do elenco para os ensaios, lidar com imprevistos e organizar figurinos.

Conseguir datas em teatros também é muito difícil, devido à burocracia. Já enviei inúmeros e-mails para diferentes espaços e não obtive respostas. Às vezes, ligamos, mas ninguém atende. É um processo complicado, embora as indicações de outras pessoas possam facilitar o caminho.

São muitos obstáculos quando fazemos teatro de guerrilha. É preciso amar muito o projeto e, principalmente, o teatro.

2. É difícil conseguir patrocinadores?

Conseguir patrocinadores é algo muito complicado. Além das burocracias, muitas empresas não dão o devido valor aos atores que são conhecidos, mas não necessariamente famosos, mesmo quando o projeto é fantástico. Muitas vezes, elas sequer analisam a proposta e, mesmo quando enviamos e-mails, não respondem.

3. Como vocês conseguem manter um elenco tão grande?

Graças a Deus, temos um elenco numeroso, formado por atores e atrizes de muito talento. Tudo funciona como uma engrenagem, e um elenco coeso faz toda a diferença na hora da apresentação. Isso é algo que temos em nosso espetáculo.

4. Como é feito o pagamento do elenco e da equipe técnica?

Como mencionei, somos um grupo de teatro de guerrilha, sem recursos financeiros fixos. Tudo é pago com o dinheiro arrecadado na bilheteria. Primeiro, priorizamos o pagamento dos técnicos e, depois, o do elenco.

Por isso, precisamos de muita divulgação, tanto por parte da produção quanto dos integrantes do elenco. Sempre digo que cada pessoa tem seus amigos, que também têm outros amigos. É importante divulgar nas redes sociais de forma constante para que a apresentação não caia no esquecimento.

A produção também conta com os amigos da imprensa para ajudar na divulgação. Felizmente, tivemos bastante espaço, mas nunca é demais divulgar o nosso trabalho.

5. Quando será a próxima apresentação de O Paraíso Enlouqueceu?

Nossa próxima apresentação será no dia 7 de novembro de 2026, às 19h, no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Serviço

Espetáculo: O Paraíso Enlouqueceu

Data: 7 de novembro de 2026

Horário: 19h

Local: Teatro Raul Cortez, Duque de Caxias (RJ)

Apoiador: SatedRJ

Apresentação: BML Produções

Realização: Instituto Cultural Elias Soares

Autora: Bethânia Lewis

Direção: Elias Soares Filho

Direção de produção: Danielle Dias

Produtoras: Bethânia Lewis, Danielle Dias e Márcia Thobiaz

Elenco:

Andréa Gitana

Alexandre Campos

Bethânia Lewis

Bruno Freitas

Danni Almeida

Danielle Dias

Elias Soares Filho

Fabi Plantil

Higor Alcântara

Jane Lima

Márcia Thobiaz

Virginia Vitoriosa

Wendel Mendes

Equipe técnica:

Sonoplastia: Márcia Thobiaz e Pedro Lessa

Iluminação e som: Elezier Maia

Maquiagem: Fabi Plantil

Figurino: Elias Soares Filho

Trilha sonora e cenografia: informações não especificadas.

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