Eu conheci Renata Lo Prete em 2003, quando ela escrevia a coluna de política da Folha.
Era uma menina tímida, mas com um comprometimento muito grande com o jornalismo.
Uma das vezes em que almoçamos lado a lado, eu tive o privilégio de dizer a ela que seria a maior jornalista política do país.
Ela riu naquele momento.
Logo depois, ela revelou, nas páginas da Folha, o famoso mensalão.
E foi a maior jornalista política do país.
Logo depois, a Globo prestou atenção nela e a levou a ser a grande comunicadora do Jornal da Globo.
E, nesta semana, comandando a sabatina de Lula, Renata não precisou fazer teatro nem caras para fazer perguntas eficientes e com poder de jornalismo.
Já no tempo em que ela escrevia, você não via em nenhum texto dela uma tendência ideológica.
Ela até poderia ter, mas era competente para não escrever com as palavras dela, e sim dar voz a alguém que fosse dizer.
Mônica Bergamo, da Folha, faz a mesma coisa.
A gente sabe o que cada uma delas pensa.
Mas elas têm uma postura de jornalismo sério e não panfletário.
E sabem colocar os políticos em sinuca e publicar, na voz de outras pessoas, aquilo que elas querem publicar.
Isto é jornalismo.
E Renata, até por estar na Globo, é a maior de todas.








