Na prática, o ONS pediu preventivamente que as distribuidoras reduzam a geração de energia, com o objetivo de manter o equilíbrio entre geração e consumo, evitando desligamentos em cascata e instabilidade no fornecimento para a população.
O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi estabelecido no ano passado, após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico devido ao excedente de energia renovável produzida.
Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas
Reprodução/Jornal Nacional
A medida afeta a operação de pequenas hidrelétricas e também a mini e microgeração distribuída, modalidade formada por consumidores que geram a própria energia e recebem desconto na conta de luz ao injetar o excedente na rede.
Essa geração está fora da rede básica, não é controlada pelo ONS, mas também impacta na operação do sistema elétrico.
As gerações eólica e solar causam sobreoferta em determinados períodos, a depender das oscilações do vento e da incidência da radiação solar.
“Para amanhã [este domingo], o Operador solicitou a redução dos recursos da geração centralizada, que estão sob sua responsabilidade. Esgotada essa providência, foi necessário colocar em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]. O ONS acionou as distribuidoras para que reduzissem geração sob sua área de concessão, uma vez que o Operador não possui controle sobre essas fontes”, afirmou o órgão.
Nos dias 4 de maio e 10 de agosto de 2025, identificou-se que o alto percentual de micro e minigeração distribuída (MMGD) existente no Sistema Interligado Nacional (SIN) poderia levar a uma incapacidade do controle da frequência e da tensão no sistema. Foi a partir daí que foi criado o plano de controle de excedente.





