Paolla Oliveira estreou no cinema de terror nacional com o longa-metragem A Herança de Narcisa, que entrou em cartaz nos cinemas no último dia 9 de julho. Em entrevista recente, a atriz abriu o jogo sobre a nova fase da carreira e revelou que só agora conquistou a liberdade de escolher os papéis que deseja interpretar, tanto na televisão quanto no cinema.
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“Tem lugares que a gente só consegue chegar se tiver tempo e experiências. A maturidade traz algo muito bom e libertador: o poder de escolha”, disse a atriz em entrevista à Folha de S. Paulo.
Paolla, que passou boa parte dos seus 22 anos de carreira a atuando em novelas, agora se aventura no cinema e no streaming, estrelando produções mais ousadas e dando vida a personagens mais complexos, como Ana, protagonista de “A Herança de Narcisa”.
Na história, Ana é assombrada por memórias da mãe (Narcisa), que faleceu recentemente. Ao receber a casa em que cresceu como herança, a relação entre as duas volta a assombrá-la.
Paolla dá vida às duas personagens, que têm personalidades completamente diferentes: enquanto Ana é reservada, misteriosa e modesta, a mãe, uma ex-vedete, era festeira, vaidosa e carismática.
Os papéis interpretados pela atriz no longa-metragem, que se diferem das mocinhas e vilãs que ela já viveu na televisão, são reflexos da autonomia que o atual momento da carreira lhe permite. Segundo a atriz, por um período de sua trajetória na teledramaturgia, ela viveu no automático, agarrando todas as oportunidades que surgiam.
Sobre o filme
O roteiro de “A Herança de Narcisa” surgiu a partir de experiências pessoais da diretora Clarissa Appelt, que voltou a morar com a mãe durante a pandemia de Covid-19. Para dar origem à história da trama, ela envolve elementos de ficção à mudança e morte da avó.
Na história, a personagem Ana é assombrada por memórias da mãe, que faleceu recentemente, e quer vender a casa onde passou sua infância e dividir o dinheiro com seu irmão mais novo, Diego. Entretanto, quando o espírito de sua mãe começa a dar sinais de presença na casa, fica claro que Narcisa ainda tem domínio sobre a filha, mesmo depois da morte.












