Plano de Flávio Bolsonaro prevê incentivos a biocombustíveis

Em Brasília, nesta segunda-feira (24), o coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o plano de governo do candidato prevê incentivos ao setor sucroenergético e aos biocombustíveis. A manifestação foi divulgada após críticas da oposição e de governistas a declarações de Flávio sobre o etanol feitas na última quinta-feira (20).

Em nota à imprensa, Marinho disse que Flávio Bolsonaro é “um defensor do setor sucroenergético e dos biocombustíveis” e afirmou que o plano de governo propõe transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, fortalecer e ampliar o RenovaBio para o exterior e aplicar a Lei do Combustível do Futuro, com possibilidade de venda de créditos de carbono.

Segundo Marinho, o programa também reúne “formas eficientes e permanentes de incentivar o setor”. Entre as medidas citadas estão a possível redução de impostos incidentes sobre o etanol hidratado, simplificação tributária e crédito para inovação em biogás e hidrogênio verde.

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A nota foi divulgada em meio à repercussão negativa de uma fala de Flávio Bolsonaro em live semanal, quando disse que “a gasolina virou etanol” e criticou o aumento da mistura obrigatória do biocombustível na gasolina. Na ocasião, o candidato apontou a possibilidade de rediscutir a mistura obrigatória do etanol à gasolina, caso seja eleito.

Marinho afirmou ainda que a presença do etanol na gasolina “deve ser tratada como política de Estado”. Na avaliação do coordenador da campanha, essa política valoriza a produção agrícola, reduz a dependência de combustíveis importados e amplia a segurança energética do país.

Na mesma manifestação, Marinho criticou o uso da política de mistura obrigatória como instrumento para conter a alta dos preços em período eleitoral. A referência foi feita ao aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina, de 30% para 32%, aprovado em julho pelo Conselho Nacional de Política Energética em caráter emergencial diante da guerra no Oriente Médio e da alta dos preços do petróleo.

Ao final da nota, Marinho afirmou que Flávio Bolsonaro reconhece a relevância do setor de biocombustíveis para o desenvolvimento do país e reiterou que o plano de governo do candidato inclui medidas voltadas ao etanol, ao biogás e ao hidrogênio verde.

Fonte: Estadão Conteúdo

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