O ator José Dumont, de 75 anos, foi preso na noite desta terça-feira (3), no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, após o cumprimento de um mandado de prisão resultante de uma condenação por estupro de vulnerável. Ele também foi condenado por armazenar pornografia infantil. A pena, fixada em nove anos e quatro meses de reclusão, foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, e atenuada pela idade dele.
- Relembre o caso: Ator José Dumont é preso por estupro de vulnerável
Carreira
José Dumont construiu uma carreira sólida na televisão e no cinema do Brasil, durante mais de 40 anos de trajetória artística. Ele participou de produções marcantes como a primeira versão de “Pantanal” (1990), na qual deu vida a Gil Marruá, pai de Juma Marruá. No mesmo ano, ele interpretou Mané Coxo, em “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, ambas produções da extinta Rede Manchete.
Ator cotado em produções globais, atuou em sucessos como “Terra Nostra” (1999), “Velho Chico” (2016), “Onde Nascem os Fortes” (2018) e “Todas as Flores” (2022).
Na Record, Dumont atuou em produções como “Caminhos do Coração” (2007) e “Ribeirão do Tempo” (2010).
No cinema, ele protagonizou o clássico “Morte e Vida Severina” (1977). Entre os mais de 50 filmes e curtas-metragens, se destacam: “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), “Memórias de Cárcere” (1984), “Cidade Baixa” (2005), “Olga” (2004), e “Trash – A Esperança Vem do Lixo” (2014). Seu último trabalho no cinema foi no filme “Curral”, longa dirigido por Marcelo Brennand, de 2021.
Em sua carreira, o ator já conquistou o Festival de Brasília como Melhor Ator nos papéis de Deraldo e Severino em “O Homem Que Virou Suco”, Olímpico em “A Hora da Estrela”, e como Lineu em “Kenoma”.
Vida Pessoal
José Drumont nasceu em Bananeiras, no interior da Paraíba, 1 de agosto de 1950. Ele é filho de Severino do Monte e de Maria Porpino, um casal de agricultores paraibanos. Dumont perdeu a mãe cedo, durante o parto de uma de suas irmãs.
De família pobre, o ator não frequentou a escola, contudo, aprendeu a ler com a literatura de cordel, pequenos folhetos que contavam histórias por meio de poemas rimados, comuns na Região Nordeste do país.
Ele iniciou sua carreira no cinema em 1977, com o papel que marcaria sua vida: Severino, no longa “Morte e Vida Severina”.












