Renato Machado morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, o jornalista construiu uma carreira de mais de quatro décadas na Globo, onde apresentou telejornais, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional. Ao longo de sua passagem pela emissora, Renato Machado comandou o Bom Dia Brasil, apresentou o Jornal da Globo e o RJTV, além de trabalhar como repórter especial. Sua atuação fez dele um dos profissionais mais conhecidos do jornalismo televisivo brasileiro.
Renato Machado iniciou carreira em 1969
A trajetória profissional de Renato Machado começou em 1969, quando ingressou como repórter no Jornal do Brasil. Treze anos depois, passou a integrar a equipe da Globo e participou da cobertura da Guerra das Malvinas, um de seus primeiros grandes trabalhos na emissora. Em 1983, o jornalista assumiu o posto de correspondente em Londres. Durante o período no exterior, acompanhou acontecimentos de repercussão internacional, como os atentados terroristas em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl.
Correspondente e apresentador marcou o telejornalismo
Depois de retornar ao Brasil, em 1988, Renato Machado passou a atuar como repórter especial da Globo e, posteriormente, assumiu o comando de importantes telejornais da emissora. Em 1990, o comunicador deixou a Globo para ser o editor-chefe e apresentador do telejornal Noite e Dia, na TV Manchete. Em 1991, o jornalista retornou à Globo como repórter especial. Nos cinco anos seguintes, cobriu a América Latina como enviado do Globo Repórter e do Jornal Nacional e participou, também, das coberturas do impeachment do presidente Fernando Collor (1992) e da morte do piloto Ayrton Senna (1994).
Em 1996, assumiu o posto de âncora e editor-chefe do Bom Dia Brasil. “A gente foi buscando a maneira de se integrar, a maneira de olhar, a maneira de conversar às vezes com o telespectador. Havia, e há ainda, muita participação que não está escrita. Também o cenário ganhou um pouco mais de espaço, houve muitas caminhadas; mais entradas de repórteres e comentaristas ao vivo, nossa busca foi de achar uma identidade própria”, declarou para o Memória Globo.






