A repórter Juliana Guzzo, da InterTV, afiliada da TV Globo na Região Serrana do Rio de Janeiro, foi hostilizada por um gestor de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Teresópolis enquanto gravava uma reportagem. A profissional falou da agressão que sofreu e disse que estava sozinha quando foi abordada de um jeito grosseiro.
“Ele disse que a gente ‘é urubu’, que minha empresa ‘é um lixo’ e que a imprensa só aparece quando acontece alguma coisa ruim e que, quando a situação está boa, ninguém aparece”, contou ao G1.
Tudo aconteceu antes de Juliana entrar ao vivo. Ela disse que estava conversando com pacientes e afirmou que, em nenhum momento, pediu entrevista ou falou diretamente com ele.
“Fiquei nervosa e constrangida. Tinha várias pessoas no local. Sou uma mulher pequena, tenho cerca de 1,55 m e estava diante de um homem alto e grande, que estava alterado e falando de forma agressiva comigo”, disse.
Na segunda-feira (28), a profissional reclamou com a Secretaria de Saúde da Cidade. Depois, a Prefeitura de Teresópolis confirmou que “foi determinado o afastamento imediato do servidor de suas funções na direção da UPA 24h” e fez suas manifestações de solidariedade à jornalista. “A portaria de exoneração do servidor já foi determinada pelo gabinete do executivo”, disse o comunicado.
Conversa com os seguidores
Em um bate-papo com seus seguidores no Instagram, a profissional contou o motivo de não ter aberto um boletim de ocorrência: “Infelizmente, ser babaca nesse país não é crime. Como ele não cerceou minha entrada, não encostou em mim e não disse coisas tipo ‘você é mulher’, ‘sua vagabunda’, acredito que não tenha materialidade para ele receber processo. Ele foi um babaca, mas cabe, sim, uma reclamação na ouvidoria”, disse.
No Inter 2, a apresentadora Michelle Canciler defendeu a repórter e, em nome do canal, manifestou sua indignação.
“Um ataque a um jornalista no exercício de sua profissão não atinge somente um profissional, mas toda a imprensa e o direito da sociedade de ser informada. A InterTV não vai permitir que seus profissionais sejam intimidados por fazer aquilo que têm o dever de fazer, jornalismo”, finalizou.





