O novo filme de Richard Gere que está sendo elaborado, Assimetria, está revoltando mulheres nas redes sociais.
O roteiro mostra um homem de muita idade em um relacionamento com uma assistente muito jovem.
Richard Gere é um ator de 77 anos e, no filme, vive um escritor de sua idade que acaba conquistando sua assistente.
Nas redes sociais, mulheres dizem estar cansadas desse tipo de filme e desse tipo de exploração no cinema e na TV.
A tese das críticas se baseia no entendimento de que só se dá valor à mulher jovem e, nesse caso, existe uma sexualização da mulher, pois as críticas defendem que as mulheres só teriam valor se fossem jovens.
Quando você tem essa maneira de entender as coisas, acaba por colocar em cena seus mais secretos medos da idade e seus entendimentos mais agressivos das relações entre homens e mulheres.
Em um grande filme anterior, Richard Gere fez o papel de um jovem gigolô que era amante de uma senhora, esposa de um político.
Era o inverso: um homem bem jovem, amante de uma senhora.
Mas, na época do filme, não existia a preocupação de mulheres que questionavam idades ou relacionamentos.
O filme, na época, era apenas um entretenimento. Não existiam redes sociais que gerassem tanta polêmica e revolta.
Mas, nos dias de hoje, em que uma camada progressista da sociedade bate na tecla de que os homens são responsáveis pela toxicidade nos relacionamentos, e em que atrizes e intelectuais criam movimentos para não pintar os cabelos e se mostrarem de cabelos brancos, todo o cenário sociológico muda. Como essas mulheres têm espaço na mídia, cria-se a ideia de que todas querem ficar de cabelo branco e deixar de pintar os cabelos.
A realidade é muito diferente, pois a maioria absoluta continua pintando os cabelos por muitas razões, desde sociais até estéticas.
Mas o movimento sociológico existe e não pode ser desconsiderado.
Então, filmes dessa natureza passam a ser criticados de forma inexorável por pessoas que entendem que o filme representa uma exploração da imagem da mulher como objeto sexual.









