A atriz Roberta Rodrigues, 43, relembrou o caso de racismo que sofreu nos bastidores de uma produção da Globo. Em sua participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, exibido nesta terça-feira (17), a atriz também comentou sobre a ação judicial relacionada ao caso, movida por ela contra a emissora.
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A atriz Roberta Rodrigues falou sobre o crime de racismo que sofreu durante as gravações da novela “Nos Tempos do Imperador”
Ela processou o diretor e venceupic.twitter.com/vOkjegn0Rs
— Bruno (@Brunoantifas) March 18, 2026
Durante a conversa, Roberta afirmou ter sido alvo de conduta abusiva por parte de um diretor. “Eu passei por um processo, um caso de racismo”, disse a atriz.
Em seguida, a artista detalhou a postura do profissional envolvido no caso. “É, com um diretor. E esse diretor, ele foi muito agressivo. Ele foi racista, né? E abusivo”, contou Rodrigues.
Roberta ainda frisou que sempre adotou uma postura respeitosa no ambiente de trabalho, e que não hesitaria em reagir, caso fosse desrespeitada. “Eu sempre falei que o dia que me desrespeitassem, eu iria atrás dos meus direitos. E isso aconteceu”, contou.
Segundo Roberta, ao procurar a Globo, ela não recebeu apoio diante da situação. Diante disso, ela resolveu formalizar a denúncia. “Eu queria ter tido, eu precisava de uma escuta, então eu fui atrás de onde eu pudesse ser ouvida”, detalhou a artista.
Na Justiça, a decisão foi favorável à atriz. “E aí eu abri um processo, esse processo ele correu, e eu venci esse processo. Isso foi muito importante”, declarou.
Roberta ressaltou que a decisão de levar o caso à Justiça além de torná-lo público, foi além de uma questão pessoal.
Para Roberta, a arte teve um papel importante em todo esse processo. “Essa arte foi a que me moveu também para eu ir correr atrás dos meus direitos”, refletiu.
Relembre o caso
O caso mencionado por Roberta Rodrigues ocorreu durante as gravações da novela “Nos Tempos do Imperador”, exibida entre 2021 e 2022.
Na ocasião, as denúncias de racismo e assédio moral levaram ao desligamento do diretor Vinícius Coimbra. Em 2025, a Justiça do Trabalho reconheceu a existência de um ambiente de trabalho hostil e determinou o pagamento de uma indenização. Apesar disso, o valor estipulado ainda é alvo de disputas judiciais.













