Roberto Cordovani em “De Dali a Salvador”

Espetáculo De Dali a SalvadorDivulgação/ Gabriel Jamal

O premiado ator e diretor Roberto Cordovani assina o texto, a direção e o protagonismo do espetáculo DE DALÍ A SALVADOR, que discorre sobre as genialidades e os demônios do maior mestre do surrealismo. Após a apresentação em Lenções Paulista, no dia 13, ele chega a São Paulo para uma temporada inédita a partir do dia 18 de novembro, quarta feira , às 20h, no Teatro Ruth Escobar – sala Gil Vicente.

Magistral pintor surrealista, Salvador Dalí (1904–1989) transformou traumas e o inconsciente humano em matéria-prima visual, popularizando a fusão da arte com a psicanálise de Freud, ao mesmo tempo em que demonstrava um fascínio pelo autoritarismo. Seu apoio ao regime de Francisco Franco e sua obsessão por Adolf Hitler fizeram com que ele fosse expulso do grupo de surrealistas fundado na Europa.

Com uma estética puramente surreal, o espetáculo utiliza projeções de obras, oito trocas de figurinos e adereços, além de uma trilha sonora que inclui composições de Federico García Lorca. A peça passeia pelos 84 anos de vida do pintor catalão, revelando seus medos, o constante contato com seus demônios e as duas grandes paixões de sua vida: o grande amor erótico e trágico pelo poeta andaluz Lorca — que chegou a ser publicamente rejeitado pelo pintor — e sua esposa e musa, Gala.

“Para além do gênio e do artista, Dalí era um homem em permanente conflito, que se considerava o único mito vivo da Espanha”, afirma Roberto Cordovani.

A grande dificuldade em traduzir o que essa figura representa se dá por seu senso de humor extremamente ácido e agressivo, que brincava com assuntos sensíveis e extrapolava a realidade dos fatos para que se ajustassem à sua persona. No entanto, ele só era excêntrico em público para ganhar notoriedade. Na intimidade, segundo o próprio artista, sempre foi um homem tranquilo, chegando, em certos momentos, às raias do recato. Ele saía muito pouco de seu castelo na Catalunha após a morte de Gala.

Mesmo acusado de louco, Dalí tinha, nos últimos anos de vida, a melhor definição de si mesmo: “Sou não somente um agente provocador, mas um agente simulador… A loucura, em mim, pode ser substancial, e a substância mais profunda pode ser simples brincadeira”. O espetáculo revela justamente essa persona provocadora e simuladora, que transitava com maestria entre a loucura real e a excentricidade planejada.

Sinopse

A montagem faz uma imersão nos 84 anos de vida de Salvador Dalí, uma vida entre a loucura real e a excentricidade planejada para chocar o mundo. Com texto e protagonismo de Roberto Cordovani, o espetáculo desvenda as profundas contradições do mestre do surrealismo, como o seu apoio ao regime fascista de Franco e a obsessão por Hitler. Entre projeções e figurinos, a peça revela seus medos íntimos e o amor erótico e trágico pelo poeta Federico García Lorca. Ao lado de sua eterna musa Gala, o público acompanha a intimidade de um homem em permanente conflito.

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