Em uma das conversas mais íntimas com Fernanda Lima, o apresentador revela memórias de infância, momentos de escassez e como a culinária transformou sua vida e carreira.
No sexto episódio da temporada “O que te alimenta?”, do podcast Zen Vergonha, a apresentadora Fernanda Lima recebe o marido e apresentador Rodrigo Hilbert para uma das conversas mais emocionantes e reveladoras que o casal já teve publicamente. Em determinados momentos, ambos se emocionam até as lágrimas, um reflexo da intimidade e do grau de exposição que os dois assumem ter alcançado ao longo do bate-papo. Em um diálogo sobre Tempero de Família, o casal reflete sobre como a comida ultrapassa o ato de nutrir para se tornar a linguagem central de amor, cuidado e construção de identidade ao longo das gerações.
Durante o episódio, Rodrigo relembra as raízes de sua relação com a culinária em Orleans (SC), cercado por mulheres que cozinhavam e mantinham a família unida. Entre as lembranças mais marcantes da infância estão o cheiro do fogão a lenha aceso pela avó, o barulho da colher de pau batendo na panela para dar o ponto da polenta e os cafés da tarde recheados de cucas, pães de milho e aipim. O apresentador conta que costumava ficar embaixo da mesa, ouvindo a mãe, as tias e a avó trocarem receitas e contarem fofocas.
Em uma família em que o afeto era demonstrado por meio da preparação de um prato especial e da “barriga cheia”, Hilbert aborda também os momentos de escassez e a necessidade de dividir um único bife entre cinco pessoas (ele, os dois irmãos e os pais). A falta de recursos para ter roupas novas ou bicicletas o levou a começar a trabalhar aos 12 anos na ferraria do avô, onde juntava R$ 15 para, no fim de semana, comprar sua comida favorita: o x-salada com maionese do restaurante do Roga.

A virada de chave: do pânico nas novelas ao reencontro na cozinha Um dos pontos mais reveladores da conversa traz a transição de carreira do convidado. Rodrigo relata que, após dez anos atuando em novelas na Rede Globo, enfrentou um período difícil, marcado por crises de pânico, depressão e um momento crítico em que sofreu um apagão ao volante e bateu o carro. Foi Fernanda quem o incentivou a seguir o que realmente amava. Emocionado, ele descreve o momento da virada:
“Eu senti uma palpitação no peito e não me sentia bem. Foi nesse momento que vi que não estava feliz no que eu estava fazendo. Aí me perguntei, pedi a tua ajuda (Fernanda), e você falou: por que você não faz o que você gosta? Cozinhar? Foi aí que eu me encontrei na cozinha, me encontrei no que eu realmente queria fazer”, contou Rodrigo.








