As instituições financeiras que integram o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) farão um aporte extra de R$ 32,5 bilhões – o equivalente a cinco anos de contribuição do fundo – para recomposição de caixa.
O recolhimento será feito em 25 de março, segundo informou o FGC nesta quinta-feira (5). A antecipação de contribuições está prevista no Estatuto do Fundo.
“A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, informou o FGC, em nota.
O movimento é realizado em meio aos pagamentos no contexto do Caso Master e à necessidade de recompor o caixa, após uma série de liquidações extrajudiciais anunciadas pelo Banco Central (BC) desde o ano passado.
Rombo
Até o momento, pelo menos sete instituições ligadas ao Banco Master tiveram a liquidação decretada.
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Apenas as liquidações do banco Pleno, Master e Will Bank devem gerar um rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC, segundo estimativas feitas pelo próprio fundo.
Além disso, até esta quinta-feira, já foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master, cifra que representa 94% do montante total a ser pago.
Aproximadamente 675 mil credores já receberam as indenizações, correspondente a 87% do número total.
Ainda de acordo com o FGC, o processo de pagamento aos credores, pessoas físicas, do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank segue pelo aplicativo do fundo.
“É importante que as pessoas mantenham ativas as notificações do aplicativo para serem alertadas quanto à necessidade de alguma atuação para a evolução de seu processo”, acrescentou, em nota.
Os recursos do FGC
Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos associados, que fazem contribuições mensais.
Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para cobrir emergências e preservar a estabilidade do sistema financeiro.
Hoje, os bancos pagam uma taxa mensal de 0,01% sobre o saldo dos depósitos cobertos pelo fundo — caso de CDBs, poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), por exemplo.
Em agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou uma cobrança adicional para instituições mais expostas a riscos, elevando a taxa para 0,02%, e determinou que mantenham uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos.
Alerta
O FGC e as instituições em liquidação também emitiram alerta para tentativas de fraude e golpes relacionados ao pagamento da garantia.
“O FGC e as instituições em liquidação não realizam contatos por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais para solicitar dados pessoais, senhas ou códigos de verificação. Toda comunicação oficial é feita exclusivamente por meio dos canais institucionais, divulgados nos sites oficiais”, informou a nota de alerta.
Além disso, destacou que “não há qualquer relação com terceiros que ofereçam intermediação, facilitação ou antecipação de valores mediante pagamento ou fornecimento de dados”.
Em caso de dúvida, o cliente deve procurar apenas os canais oficiais.












