Ronaldo Fraga reage a críticas por tema de transfobia na moda

Ronaldo Fraga foi o entrevistado do Roda Viva nesta segunda-feira (19)Nadja Kouchi / Acervo TV Cultura

O estilista Ronaldo Fraga rebateu críticas referente às temáticas sobre transfobia e desastres naturais usadas nas passarelas. A posição do artista foi dada durante entrevista ao programa Roda Viva, nesta segunda-feira (19).

Fraga, que já levou à passarela o trabalho das bordadeiras da região da tragédia ambiental de Mariana (MG) e já criou uma passarela que denunciava transfobia, reiterou a importância de se levar temas como esses também no mundo da moda.

“Sempre fui criticado por pessoas que falavam que a moda não é lugar para criticar esse tipo de coisa. Muita gente dizia: “Ah, lá vem ele ganhar e lucrar com a tragédia de Mariana. E eu rebatia: “Gente, isso não dá dinheiro. Isso não vende. Discutir transfobia não vende. Eu faço isso porque tenho um público fiel e tem principalmente esse buraco interno de criador dentro de mim. A minha roupa acaba falando sobre isso”, reverberou o estilista.

Ronaldo Fraga ainda ressaltou que a moda reflete aquilo que acontece no mundo.“O que me inspira numa criação, seja de moda ou o que for, é o que me alumbra mas também me assombra. E o Brasil é um país da assombração e do alumbramento. Está tudo no mesmo lugar”

Onde tudo começou

Nascido de uma família pobre e apaixonado por desenhar, Ronaldo Fraga deu início a um curso de figurinista no Senac, que aos poucos foi construindo o que ele é hoje.

“Eu sempre falo que eu nunca fui apaixonado pela moda. Fui apaixonado por outras coisas, e a moda foi um vetor que o acaso me deu. Eu desenhava muito bem, desde criança. Eu sonhava no dia em que eu pagasse um curso de desenho e esse curso gratuito [do Senac] eu tirei nota maior”, disse ele.

Ele ainda conta que gosta de relembrar que o curso era diversificado e isso influenciou a tomada de decisão do seu trabalho.

“Metade do curso era formado por senhorinhas de cabelos lilás, costureiras que estavam ali para aprender a desenhar a roupa para cliente, outra parte era formada por travestis que estavam ali para aprender a desenhar fantasia de carnaval, e eu um menino de 15 anos. Eu falo que eu tenho certeza do que sou à mistura de velhinhas com as meninas”, afirma o estilista.

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