Depois da Mocidade Unida da Mooca e da Colorado do Brás, a Dragões da Real foi a terceira a entrar na avenida na madrugada deste sábado (14). Cheia de história, pela primeira vez em todos os seus anos de desfile, o enredo da Dragões da Real foi sobre os mitos e lendas da Amazônia, focado na civilização das Icamiabas, onde mulheres são consideradas protetoras da floresta.
O tema indígena: “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”. A ideia é fazer uma viagem ao universo da Amazônia, a partir dessas guerreiras, que, de acordo com as histórias, viviam às margens do que hoje conhecemos como Rio Amazonas, em uma comunidade formada apenas por mulheres.
A Madrinha de bateria, Lexa, marcou presença no Carnaval 2026 usando um look de 100 mil pedras de cristais e deu vida à “sentinela da mata”. Além da cantora, Karine Grum também chamou atenção durante o desfile.
O samba-enredo escrito por Renne Campos, Márcio Biju e Alemão do Pandeiro recebeu o nome do tema: “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”.
A agremiação teve problemas em um dos carros alegóricos, que não abriu completamente. Apesar disso, cruzou os portões dentro do tempo esperado e com folga.
Samba-enredo da Dragões da Real
Kunhã ê, tem festa na mata Risca-fogo, é trovoada Brilha a Lua, Iaci Ybypirahy, fertilidade A raiz da liberdade que nasceu pra resistir
Lendas e mistérios, pajelança, maracás Dança, sobre as águas, deusa do Nhamundá Iara ê, Iara Dos muiraquitãs, encantaria A bravura que renasce No raiar de um novo dia
Caraíba na floresta, bicho-fera fez nascer Na ponta de cada flecha, Anhangá vai proteger Ayvu, clamor da verdade Ybytu se enfurece, é tempestade A saga renova a esperança A coragem, hoje é lança na ganância do invasor
Guerreiras Icamiabas, herança que se espalhou Onça-Silva é resistência, guardiã em todo canto Amazonas, com espírito que é santo Levam nome de Marias, mulheres comuns No peito amor, na pele urucum
Aruê angá, valentes, guerreiras Enfrentam o mal, a destruição A voz sagrada despertando a consciência Dragões é alma da floresta em oração
Quando o chão estremecer, Juremá, Juremê Quando o rio chorar, Juremê, Juremá Faz a força do tambor soar na aldeia Correr sangue pelas veias para preservar




































