Virginia Fonseca e Bianca Andrade conquistaram milhões de seguidores nas redes sociais e transformaram a popularidade em oportunidades de negócios.
À frente da WePink e da Boca Rosa, respectivamente, as influenciadoras fazem parte de um movimento de celebridades que passaram a investir em marcas próprias, especialmente no mercado de beleza.
Mas o que existe por trás de uma marca que leva o nome de uma personalidade conhecida?
Embora a fama ajude a atrair a atenção do público, o funcionamento de um negócio envolve decisões que vão além da publicidade.
Escolher fornecedores, definir produtos e compreender as necessidades dos consumidores são algumas das etapas que fazem parte dessa estrutura.
Com mais de 25 anos de experiência em diferentes setores do comércio, Denilson Ferreira Gomes explica que conhecer o mercado em que se pretende atuar é um dos pontos importantes para o desenvolvimento de produtos.
“Atuar em segmentos diferentes me permitiu conhecer demandas variadas e compreender como a escolha dos produtos e o relacionamento com fornecedores fazem parte da operação comercial”, relata.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Denilson construiu sua trajetória em segmentos como materiais para construção, repintura automotiva e comunicação visual, além de acumular experiência em negociações com fornecedores nacionais e internacionais.
A fama é suficiente para manter um negócio?
A presença de celebridades à frente de empresas se tornou cada vez mais visível com o crescimento das redes sociais.
Além de divulgar produtos, influenciadores passaram a participar de projetos empresariais associados à própria imagem.
Virginia Fonseca, por exemplo, utiliza sua presença digital para dar visibilidade à WePink, enquanto Bianca Andrade consolidou a Boca Rosa como parte de sua atuação empresarial.
Outra personalidade que seguiu esse caminho foi Bruna Tavares, que desenvolveu uma marca de cosméticos associada ao próprio nome.
Apesar das diferenças entre essas iniciativas, todas ajudam a ilustrar como a influência digital pode abrir espaço para a comercialização de produtos.
A visibilidade, no entanto, não substitui as decisões necessárias para manter uma operação comercial.
As características das mercadorias, as condições de fornecimento e o atendimento às expectativas dos consumidores também fazem parte do funcionamento de uma marca.
Essas questões aparecem em diferentes áreas da economia, inclusive em setores que não possuem relação direta com o universo das celebridades.
O que acontece antes de um produto chegar ao consumidor?
Por trás de um lançamento, existe uma série de decisões que nem sempre são percebidas por quem acompanha uma marca nas redes sociais.
A escolha dos materiais, a avaliação de fornecedores e as condições de negociação podem influenciar a disponibilidade e as características dos produtos comercializados.
Em segmentos como construção civil, repintura automotiva e comunicação visual, essas etapas também exigem atenção às especificações técnicas e à finalidade de cada item.
Ao longo de sua carreira, Denilson Ferreira Gomes acompanhou essas atividades em diferentes mercados, incluindo processos de negociação e importação.
“Na escolha de fornecedores, é importante considerar as características dos produtos e as condições de cada negociação”, observa.
Quando uma operação envolve empresas de outros países, fatores como logística, documentação, prazos e exigências regulatórias também precisam ser considerados.
Embora o público costume ter contato apenas com o produto final, essas decisões integram o trabalho realizado antes de sua chegada ao mercado.
O desafio de criar uma marca própria
O desenvolvimento de uma marca não se resume à escolha de um nome ou à criação de uma identidade visual.
Também é necessário definir quais produtos serão comercializados, suas características e o público que se pretende atender.
Esse processo pode envolver a identificação de demandas, a análise de materiais e a seleção de empresas responsáveis pelo fornecimento.
Na trajetória de Denilson, a participação em projetos de marcas próprias inclui a DEX, iniciativa na qual esteve envolvido em decisões relacionadas à organização das linhas comercializadas.
“No desenvolvimento da DEX, participei de decisões relacionadas à seleção dos produtos, à escolha de fornecedores e às características das linhas comercializadas”, afirma.
A experiência foi construída em um contexto diferente do mercado de cosméticos, mas envolve etapas comerciais que também podem estar presentes em negócios de outros segmentos.
O que os negócios dos famosos revelam sobre o consumo?
O interesse por marcas ligadas a celebridades mostra como a relação entre influência digital e consumo ganhou espaço no mercado brasileiro.
Quando uma personalidade apresenta um produto aos seguidores, a divulgação pode alcançar rapidamente um público que já acompanha sua rotina, suas preferências e seus projetos.
Entretanto, a relação entre consumidores e marcas não termina na publicidade.
As características dos produtos, a experiência de compra e a capacidade de atender às expectativas do público também podem influenciar essa relação.
Para Denilson Ferreira Gomes, a experiência adquirida em diferentes setores demonstra a importância de compreender as particularidades de cada mercado, especialmente nas decisões relacionadas aos produtos e aos fornecedores.
Os negócios de Virginia Fonseca, Bianca Andrade e Bruna Tavares ajudam a ilustrar a força comercial da imagem de uma celebridade.
Já os processos de desenvolvimento e fornecimento mostram uma parte menos visível desse universo, na qual decisões comerciais precisam acompanhar as necessidades de cada segmento.
A fama pode abrir portas e despertar a curiosidade dos consumidores, mas colocar uma marca no mercado exige muito mais do que aparecer diante das câmeras.





