A atriz Samara Felippo, de 47 anos, voltou a falar sobre o episódio de racismo envolvendo sua filha ao falar sobre a expulsão de estudantes por bullying em uma escola de alto padrão. Em um vídeo publicado nas redes, ela falou sobre a diferença de abordagem entre casos e da necessidade de ampliar o letramento racial.
A manifestação aconteceu após a artista ver a repercussão de uma notícia que falava da expulsão de nove alunos de um colégio de elite em São Paulo. Ao ver a situação, Samara fez uma analogia com o que sua filha passou anteriormente e como casos de racismo costumam ser tratados na escola.
“Fiquei me perguntando por que, num caso de bullying, eles expulsam nove alunos, que é correto, e, num caso de racismo, que acontece todos os dias em ambiente escolar, onde seria um ambiente acolhedor, eles relativizam. Na época, eu fui muito atacada porque pedi a expulsão das agressoras. Eu briguei tanto pela expulsão, não por odiar, mas para que elas se ressocializem em outro lugar. Minha filha nem está mais nessa escola. Eu acho que tenho que deixar algo muito claro aqui também”, disse.
“Bullying e racismo são coisas completamente diferentes. Bullying, qualquer criança está sujeita a sofrer essa violência; racismo, só crianças pretas sentirão essa dor. Violências contra crianças, contra adolescentes, que causam impactos eternos, dores emocionais, físicas, evasão de escola”, pontuou a famosa.
O que aconteceu?
O episódio envolvendo sua filha aconteceu em 2024, quando a adolescente, com 14 anos, estudava numa escola de alto padrão. Na época, colegas pegaram seu caderno, copiaram uma tarefa e depois rasgaram as páginas para escrever ofensas racistas.
Alícia é fruto do relacionamento da famosa com o ex-jogador de basquete Leandro Barbosa, conhecido como Leandrinho. Após a denúncia, as estudantes foram suspensas. Já Samara registrou boletim de ocorrência e afirmou esperar que o caso tivesse desdobramentos em outras esferas.
Em novembro de 2025, a artista enfatizou que o caso não teve o desdobramento esperado.
“Abafaram o caso com a maior cara lavada do planeta. Vocês acham que duas adolescentes brancas, num bairro nobre de São Paulo, vão prestar serviço comunitário?”, disse na época.



















