O ator Sergio Marone participou, nesta quarta-feira (10), de um ato coletivo realizado no Salão Verde da Câmara dos Deputados, em Brasília, em apoio à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/26. A medida busca assegurar a continuidade dos incentivos destinados aos setores da cultura e do esporte após as mudanças promovidas pela Reforma Tributária.
O encontro reuniu representantes de diferentes áreas, incluindo artistas e nomes ligados ao esporte. Entre os presentes estavam os atores Odilon Wagner, Babu Santana e Leona Cavalli, além da ex-ministra do Esporte Ana Moser. A mobilização tem como objetivo fortalecer o diálogo com parlamentares e ampliar o apoio à proposta no Congresso Nacional.
Mobilização em defesa da cultura
Durante o evento, Sergio Marone manifestou apoio ao Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais e às entidades envolvidas na articulação da PEC. Em seu discurso, o ator destacou a importância da cultura para a economia do país e rebateu a ideia de que os incentivos ao setor representam gastos públicos.
“Eu não vim para pedir pelos artistas. Eu vim defender uma das maiores forças econômicas e estratégicas do Brasil”, afirmou. Marone ressaltou que a cadeia produtiva da cultura movimenta diversos segmentos da economia, gerando empregos e impulsionando áreas como turismo, hotelaria, gastronomia e prestação de serviços.

“Cultura é investimento”
O ator também criticou a percepção de que os mecanismos de incentivo representam despesas para os cofres públicos. Segundo ele, a cultura deve ser encarada como uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social.
“Existe uma confusão perigosa no debate público. Tem gente que ainda acredita que incentivo à cultura é gasto. Não é. É investimento. A cultura gera emprego, movimenta a economia e produz algo que nenhum outro setor consegue produzir: identidade, pertencimento e Brasil”, disse.
Marone ainda ressaltou o papel da cultura na construção da imagem do país e na valorização de sua produção criativa. “Um país sem cultura pode até ter PIB. Mas não tem alma. E um país que perde sua alma perde também sua relevância no mundo”, pontuou.
Próximos passos da PEC
Na reta final do discurso, o artista reforçou que o fortalecimento da cultura não deve ser tratado como uma escolha oposta ao crescimento econômico.
Ele concluiu afirmando que o debate em torno da PEC vai além dos interesses da classe artística: “Nós não estamos discutindo apenas o futuro dos artistas. Estamos discutindo o futuro do Brasil.”
Com 192 assinaturas já reunidas, a PEC 13/26 avança para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional. A expectativa dos defensores da proposta é ampliar o apoio político à medida, considerada estratégica para garantir a manutenção dos mecanismos de incentivo à cultura e ao esporte no país.








