Simone Mendes é processada por destruir piano de R$ 400 mil

Simone MendesReprodução/Instagram

Simone Mendes, 42 anos, está sendo processada após o desabamento de um muro atingir o seu vizinho em um condomínio de luxo, Tamboré 1, localizado em Alphaville, na Grande São Paulo. A situação aconteceu durante uma reforma, e o deslizamento teria provocado uma enxurrada de lama e escombros na residência ao lado.

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Conforme as informações do g1, a propriedade atingida pertence à empresa Black Diamond Holding, administrada pelo músico e guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, dona de músicas como “Tropa de Elite” e “Que Ves”. O caso ocorreu na tarde de 6 de novembro de 2024.

Ao portal, a assessoria de Simone Mendes afirmou que o episódio teria sido um incidente causado pelas fortes chuvas. Além disso, de acordo com a equipe, a obra era executada por uma empresa contratada, responsável pela condução e pela segurança dos trabalhos.

Ao mesmo tempo, o advogado de Léo Stuart contestou a versão apresentada pela cantora. “Ela não corresponde às conclusões técnicas que fundamentaram as decisões judiciais proferidas até agora”, disse em um trecho do comunicado.

Na petição inicial, Léo Stuart estava em casa quando ouviu estalos no muro da obra vizinha. Não muito tempo depois, a estrutura cedeu, e lama e escombros invadiram a propriedade. O músico afirma que o episódio destruiu parte do muro de sua residência e provocou danos em diferentes áreas do imóvel.

De acordo com ele, áreas como pomar, lago de carpas, canil, piscina e sistema de abastecimento de água teriam sido atingidas. Além disso, segundo o Portal Terra, entre os bens afetados também está um piano avaliado em cerca de R$ 400 mil.

Portanto, na petição, o artista destaca que o desabamento colocou em risco os moradores e animais da residência. Ele também relata que acionou a Defesa Civil e o condomínio após o episódio e pediu a paralisação da obra vizinha.

Processo

Ainda no processo, o compositor afirma que Simone, apontada na ação como proprietária da obra, não teria feito qualquer tipo de contato com ele após o episódio para saber o que havia acontecido, pedir desculpas ou até mesmo oferecer algum tipo de assistência.

Ele também afirma que a continuidade da obra poderia provocar novos desmoronamentos e dificultar a produção de provas sobre as causas do episódio. Ao ver todos os danos, no dia seguinte ao episódio, Léo Stuart registrou um boletim de ocorrência em Barueri.

Na primeira versão do documento, a autoria aparecia como desconhecida, mas, após uma atualização posterior, Simone Mendes foi identificada como proprietária da construção.

Para se defender, a irmã de Simaria alegou que os danos foram causados por “força maior” devido às fortes chuvas daquele período. Em contrapartida, o laudo pericial técnico que está anexado ao processo desmentiu a tese.

Segundo a perícia, a causa do colapso foi a falta de engenharia preventiva na obra da cantora. O perito constatou que o muro de Simone não possuía sistema de drenagem e nenhuma estrutura de suporte para esforços horizontais. Logo, com as chuvas, o solo ficou saturado, e a estrutura funcionou como uma barragem de terra sobre o terreno vizinho, o que fez com que fosse gerada uma pressão que resultou no desabamento.

Recentemente, a defesa de Simone apresentou um Recurso Especial, na tentativa de levar a discussão aos tribunais superiores. Portanto, o processo foi encaminhado ao setor responsável pela tramitação dos recursos destinados aos tribunais superiores e aguarda a apresentação de contrarrazões.

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