A atriz, humorista e cantora Nany People, de 60 anos, apresenta no dia 12 de março, no Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro, o solo musical ‘Nany é Pop!’. A sessão acontece na semana em que a tradicional casa carioca completa 92 anos. A nova versão do espetáculo chega com repertório atualizado e inclui “Sobreviva”, single autoral recém-lançado nas plataformas digitais.
Misturando canções românticas de diferentes épocas com histórias pessoais e interação com a plateia, o espetáculo aborda o amor em suas múltiplas possibilidades. Em conversa com o iG, ao falar sobre o que o público pode esperar da montagem, Nany define o tom da noite. “O público vai encontrar um espetáculo vibrante, pulsante e emocionante. É um espetáculo lindo, poético e divertido e, sobretudo, fala de amor, com muita melodia e humor.”
No repertório, ela costura clássicos como “Foi Assim”, “Esqueça”, “Sob Medida” e “De Igual pra Igual” a relatos e experiências próprias, transformando o palco em um espaço de memória afetiva e riso compartilhado.
A origem de “Sobreviva”
Entre as novidades do show está “Sobreviva”, música que nasceu de um momento delicado da vida da artista. “‘Sobreviva’ foi, na verdade, um poema que nasceu há aproximadamente 22, 23 anos, quando eu perdi minha mãe. Ela teve um câncer muito agressivo… E eu ouvi dela palavras que a gente, ao longo da vida, às vezes deixa de enxergar quando para de sobreviver às intempéries que a vida nos impõe.”
A fala da mãe se transformou em guia pessoal. “Isso virou um mantra para mim: sobreviva às pessoas e não esqueça o bom humor. Porque, na hora em que ela me disse isso, eu fui tomada por uma sensação muito forte… e escrevi um poema, que hoje é a base da melodia da música.”
O texto foi revisitado recentemente, dialogando com temas atuais. “Ele foi adaptado agora, porque a gente fala tanto sobre saúde mental, saúde emocional, burnout… que eu resolvi, literalmente, colocar isso em prática.”
A ideia de musicar o poema surgiu em parceria com a equipe. “Em conversa, surgiu a ideia do meu produtor, Marcos Guimarães, de encomendar ao meu maestro, Ricardo Severo, que transformasse o poema em música. E assim nasceu a melodia. Eu espero que ela também se torne um mantra para as pessoas: sobreviva. Sobreviva às pessoas. Não esqueça o bom humor.”
O palco como essência
Com carreira que transita entre teatro, televisão, música e stand-up, Nany afirma que é no teatro que se sente mais plena. “Com certeza, no palco no teatro. Já dizia Paulo Autran que existe a arte do patrocinador no cinema, a arte do diretor e, no teatro, a arte do ator. Então, quando estou no palco, no teatro, ele me entrega intensa, integralmente, e é muito, muito prazeroso.”
Ela ressalta que a música amplia ainda mais essa experiência artística. “E com a música fica ainda mais divertido, porque ela consegue chegar a patamares, a camadas, que às vezes a palavra não alcança. Às vezes, a música diz coisas que, verbalmente, é difícil a gente expressar só com palavras. A música vai para o seu DNA, para o seu cromossomo. É um lugar de que eu gosto muito.”

















