Sucesso da banda Estakazero, ‘Lua Minha’ foi escrita em dia chuvoso e é homenagem para dançarina

Sucesso da banda Estakazero, ‘Lua Minha’ foi escrita em homenagem para dançarina

À primeira vista, a música “Lua Minha”, da banda Estakazero, parece uma homenagem à Lua “que ilumina as noites do litoral” — e, de certa forma, é mesmo. Mas a canção não foi feita para o satélite natural, e sim para uma dançarina chamada Luane.

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Leo Estakazero, fundador da banda e que hoje segue carreira solo, contou que a música surgiu em um dia chuvoso no início dos anos 2000, quando o músico e compositor mineiro Kuque Malino viajou de Belo Horizonte para Salvador.

Leo Estakazero

r5produtora

Kuque já era conhecido como compositor no meio do forró e tinha uma banda chamada Forró Malino em Minas Gerais.

“Cheguei na rodoviária de Salvador por volta de 17h e estava chovendo muito. De repente, uma moça começou a me chamar e percebi que ela é que tinha ido me receber”, contou Kuque.

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A moça em questão era Luane, uma dançarina que atuava no Estakazero e em outras bandas de forró da capital baiana. Os primeiros versos da canção narram justamente a chegada do mineiro na rodoviária da capital baiana:

“Cheguei, chovia

Eu não sabia tinha alguém a esperar

Olhei, sorria

Sorriso doce que faz apaixonar”.

Kuque Malino em show com banda de forró

Arquivo Pessoal

Segundo Kuque, apenas os primeiros versos da música correspondem à realidade. Apesar de Luane ser bonita e simpática, os dois não se apaixonaram — diferente do eu-lírico da música.

“Ficou parecendo que houve uma paixão, mas foi um amor inventado. As paixões inventadas me interessam muito mais”.

Kuque compôs cerca de 12 músicas para Estakazero, mas “Lua Minha”, segundo ele, foi a que mais rendeu direitos autorias.

Para Leo Estakazero, essa se tornou uma das músicas mais especiais da trajetória da banda.

“Eu considero uma das músicas mais importantes, é uma das minhas preferidas e muito pedida nos shows”, afirmou o vocalista.

De volta para a estaca zero

Estakazero tem sucessos como “Lua Minha”, “Encosta N’Eu” e “Sapatilha 37”.

Divulgação

O nome da banda também teve uma história curiosa. Nos anos 1990, Leo trabalhava como office boy em um banco e cursava Ciências Contábeis na faculdade. Junto com amigos e familiares, ele fundou a Colher de Pau, banda de forró que conquistou o cenário universitário de Salvador.

“Foi um projeto despretensioso, não era um investimento profissional, a gente tocava para se divertir”, relembrou.

Apesar de não ter criado a banda para seguir a carreira artística, a música conquistou o coração do baiano, que quis profissionalizar o projeto.

Como os outros integrantes do grupo não tinham a mesma intenção, Leo decidiu fundar uma nova banda. Ao saber que iria começar um novo projeto, os amigos questionaram: “mas você vai voltar para a estaca zero?”.

“Quando disseram isso, lembrei da roça que o meu pai tinha no interior, que se chamava Estakazero. Acreditei que aquele era um sinal, que esse deveria ser o nome da banda”, afirmou.

Nos 20 anos de carreira Estakazero emplacou diversos sucessos como Encosta N’Eu e Sapatilha 37

Divulgação

Com forte influência do estilo pé-de-serra e do xote, o sucesso da Estakazero foi tanto que se tornou o sobrenome do artista, que tem a carreira solo assinada como Leo Estakazero. Em 2026, ele completa 30 anos de estrada.

Além de “Lua Minha”, entre os sucessos estão “Encosta N’Eu” e “Sapatilha 37”, músicas lançadas nos anos 2000 e que fazem sucesso até hoje, inclusive com as novas gerações.

“Nossas músicas continuaram atualizadas, as pessoas continuam pedindo nos shows, os pais colocam para tocar em casa e assim as novas gerações conhecem”, celebrou o artista.

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