A atriz e modelo internacional Swara Sampaio vive um momento de destaque na carreira, com participações em três longas-metragens previstos para chegar ao público em novembro. Natural de Sergipe, ela integra os elencos de “Deixe-me Viver”, “Eu Sou a Lei” e “Pecadora”, produções que marcam uma nova etapa de sua trajetória artística. Entre os projetos, o primeiro tem um significado especial por abordar temas que dialogam com experiências pessoais da atriz.
Em “Deixe-me Viver”, que reúne nomes como Humberto Martins, Mônica Carvalho e Oscar Magrini, Swara interpreta Veronezzi, uma advogada em início de carreira que precisa superar a insegurança para defender suas convicções diante de profissionais mais experientes. A construção da personagem levou a artista a refletir sobre desafios relacionados à autoconfiança e à busca por espaço, questões que também fizeram parte de sua própria trajetória.
Atriz relaciona filme a experiências familiares
A ligação de Swara com a história ultrapassa a ficção. Durante o período em que morava no México, ela recebeu a notícia de que sua mãe havia sofrido um aneurisma e decidiu retornar ao Brasil para acompanhá-la, deixando para trás compromissos profissionais e pessoais que havia construído no exterior.
“Naquele momento, não pensei duas vezes: deixei para trás tudo o que havia construído profissional e pessoalmente para voltar ao Brasil e estar ao lado dela. Foi uma decisão movida pelo amor e pela certeza de que aquele era exatamente o lugar onde eu precisava estar”, recorda ela.
A atriz também enfrentou um período delicado com o pai, que recebeu o diagnóstico de um câncer em estágio avançado e optou por não continuar o tratamento. Segundo Swara, respeitar a escolha dele, mesmo diante da dor, mudou sua maneira de compreender os vínculos afetivos e a autonomia de quem ama.
“Hoje, consigo olhar para essa vivência com mais maturidade e entender que o amor também passa pelo respeito às decisões de quem amamos, mesmo quando elas nos desafiam profundamente”, afirma.
As experiências pessoais ajudam a explicar por que a mensagem de “Deixe-me Viver” tem tanta relevância para a artista. Para ela, a história propõe uma reflexão sobre o tempo e a importância de valorizar as relações enquanto ainda é possível compartilhar momentos com as pessoas queridas.
Trabalho com elenco experiente trouxe desafios
Nos bastidores do longa, Swara também precisou lidar com o nervosismo de contracenar com atores consagrados. A entrada no tribunal, cenário de algumas das situações vividas por Veronezzi, foi um dos momentos mais desafiadores. A atriz conta que sentiu as pernas tremerem, mas aproveitou a própria sensação de insegurança para dar mais autenticidade à personagem.
Nas cenas com Eduardo Silva, que interpreta o advogado Alencar, ela destaca a parceria construída durante as gravações. A experiência contribuiu para a composição de uma profissional que precisa encontrar a própria voz em um ambiente marcado pela presença de colegas mais experientes.
Swara Sampaio acompanha filme em festival nos Estados Unidos
Além de “Deixe-me Viver”, a atriz se prepara para viajar a Los Angeles, nos Estados Unidos, para acompanhar a exibição de “Eu Sou a Lei”, dirigido por Miguel Rodrigues, no Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), prevista para 3 de novembro.
O longa integra a programação da 19ª edição do evento e recebeu quatro indicações, de acordo com a organização: Melhor Filme de Ficção, Melhor Direção, para Miguel Rodrigues, Melhor Ator Principal, para Oscar Magrini, e Melhor Atriz Coadjuvante, para Jeniffer Setti.
Na produção, Swara interpreta uma funcionária de uma galeria de arte que é sequestrada. A participação representa mais uma oportunidade de ampliar sua presença no cinema, depois de uma trajetória profissional que começou a ganhar projeção internacional no universo da moda.
A sergipana trabalhou em países como França, Portugal, México e Estados Unidos antes de ampliar sua atuação para o audiovisual. Na televisão brasileira, integrou o elenco da série “Reis”, da Record, e da produção “Beleza Fatal”, da HBO Max, na qual viveu Silvinha.
Atriz participa de cena íntima em Pecadora
Outro projeto previsto para novembro é “Pecadora”, romance erótico dirigido por Dainara Toffoli e protagonizado por José Loreto e Rayssa Bratillieri. Com estreia prevista para 26 de novembro, o filme foi o primeiro longa-metragem gravado por Swara.
Na trama, a atriz participa de uma sequência íntima com Enrico, personagem de José Loreto. Ambientada no chuveiro e presenciada por Isabel, interpretada por Rayssa Bratillieri, a cena desencadeia conflitos relacionados ao desejo e à formação religiosa da protagonista.
A gravação contou com o acompanhamento da preparadora de intimidade Ariela Goldmann. Swara destaca a importância do cuidado e da confiança entre os profissionais envolvidos na realização da sequência.
“Aceitei o papel pela força do elenco, pela direção e, principalmente, pela confiança e pelo cuidado de toda a equipe. São aspectos que fazem diferença na construção de um trabalho e que tornam a experiência ainda mais significativa”, declara.
Artista reflete sobre o valor do tempo e dos afetos
Em meio à agenda movimentada e aos novos desafios profissionais, Swara encontra em Deixe-me Viver uma oportunidade de compartilhar reflexões que também fazem parte de sua história. Para ela, a produção chama a atenção para a tendência de deixar pessoas e experiências importantes em segundo plano diante das exigências do cotidiano.
“Acredito que Deixe-me Viver nos convida a perceber que o tempo é precioso e que nem sempre estamos presentes para vivê-lo. Muitas vezes, deixamos em segundo plano as pessoas, os afetos e os momentos que não voltam. Para mim, o filme fala sobre essa consciência e sobre a importância de estarmos presentes enquanto ainda há tempo”, conclui.







