Temos 40 quilômetros de metrô e agora um VLT. Queremos fortalecer o legado que deixamos em Salvador ao lado do presidente Lula” lembra Jerônimo em debate na Band

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues encerrou sua participação no debate entre os candidatos ao Governo da Bahia, realizado pela Band na noite deste domingo (9), colocando no centro da disputa o legado dos governos iniciados por Jaques Wagner, continuados por Rui Costa e conduzidos atualmente por sua gestão. Em um debate marcado por embates com ACM Neto, Jerônimo lembrou que, além das entregas realizadas nas últimas duas décadas, houve uma mudança na própria relação do Estado com a população, baseada no diálogo e na participação popular.

“A Bahia recebeu desse grupo político, liderado por Lula nacionalmente, um período aqui pelo Jaques Wagner, depois por Rui Costa e agora por mim, um legado. Um legado primeiro de abertura democrática das relações políticas. Nós colocamos na pauta política da Bahia uma forma diferente de ouvir, de respeitar. Nós respeitamos, nós dialogamos, nós fazemos política assim”, afirmou.

Jerônimo associou esse legado também às transformações na infraestrutura da Bahia e, especialmente, de Salvador. Citou investimentos em “estradas que não existiam, de [abastecimento] água que não exista, de iluminação com o luz para todos que não existia (…) temos agora o Teatro Castro Alves totalmente renovado e entregue à população” e apontou intervenções realizadas na capital, como o metrô, obras de contenção de encostas e macrodrenagem.

“Nós deixamos aqui nessa querida Salvador 40 quilômetros de metrô, as grandes vias nessa cidade, quem fez somos nós, as grandes encostas, macrodrenagem, agora um VLT”, declarou o governador.

O metrô é um dos exemplos mais emblemáticos da comparação entre o grupo liderado por Lula e o ciclo político comandado pelo grupo de ACM. As obras começaram em 2000, quando Antônio Imbassahy administrava Salvador e César Borges governava a Bahia, ambos integrantes do grupo político liderado por Antônio Carlos Magalhães. Com previsão inicial de conclusão em poucos anos, o empreendimento atravessou sucessivos atrasos. Em 2013, já durante o governo Jaques Wagner, o sistema passou à responsabilidade do Estado, que contratou a conclusão da Linha 1 e a implantação da Linha 2. O primeiro trecho entrou em operação em junho de 2014, cerca de 14 anos depois do início das obras. Agora, ACM Neto tenta trazer de volta os anos de atraso do seu grupo para toda a Bahia. 

Durante o governo de Jerônimo Rodrigues, a Bahia acumulou crescimento de 8,2% entre 2023 e 2025, segundo dados da SEI e do IBGE, e registrou 307 mil empregos formais gerados entre 2023 e junho de 2026, conforme dados do Ministério do Trabalho. No campo social, 1,1 milhão de baianos deixaram a extrema pobreza entre 2023 e 2025, enquanto a taxa de desemprego passou de 15% em 2022 para 8,7% em 2025. Na construção de seu programa para 2026, o petista percorreu os 27 Territórios de Identidade da Bahia por meio das plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP), encerradas após receberem mais de 30 mil propostas.

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