Reuters/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta segunda-feira (29) uma decisão da Suprema Corte que lhe permite demitir uma comissária da Federal Trade Commission (FTC), a agência federal independente que regula a concorrência no país.
A decisão expande os poderes presidenciais sobre o governo e reverte o próprio precedente da Corte de 1935, que havia reconhecido a autoridade do Congresso para proteger líderes de certas agências reguladoras de destituições presidenciais.
“Esta decisão era almejada pelos presidentes dos EUA desde a década de 1930”, publicou Trump no Truth Social.
“É uma grande honra ser o presidente em exercício que obteve esta decisão histórica e sem precedentes”, acrescentou.
A decisão foi uma vitória para o republicano, mas veio no mesmo dia que uma série de derrotas sobre temas variados relacionados ao mandato do republicano.
Agora no g1
Derrotas para Trump
Demissão de diretora do Fed
Também nesta segunda (29), a Suprema Corte proibiu Trump de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook.
O republicano havia anunciado a demissão da diretora no ano passado, aumentando a pressão sobre o BC americano. Se tivesse conseguido, seria o primeiro presidente a destituir um integrante do Fed desde sua criação, em 1913.
???? Trump anunciou a demissão em agosto de 2025, mas a Justiça barrou a medida. A Casa Branca recorreu, e a Suprema Corte confirmou a decisão nesta segunda-feira (29).
A decisão foi apertada: cinco ministros votaram para barrar a demissão, contra quatro a favor.
Votos pelo correio
A Suprema Corte decidiu apoiar leis estaduais que permitem que cédulas enviadas pelo correio e recebidas após o dia da eleição sejam contabilizadas nas eleições de meio de mandato, marcados para novembro.
A decisão representa uma derrota para o presidente dos EUA, Donald Trump, que visava barrar a contagem de votos de correio após o dia da eleição.
Os juízes, em uma decisão por 5 votos a 4, derrubaram a decisão de um tribunal inferior que havia considerado a lei do Mississippi incompatível com as normas dos EUA que definem o calendário das eleições federais — para a Presidência, o Senado e a Câmara dos Representantes.
Caso de abuso sexual e difamação
O tribunal rejeitou também, nesta segunda, uma tentativa de Trump de anular a decisão de um júri de 2023 que concluiu que ele abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll e, posteriormente, a difamou.
Os juízes da Suprema Corte se recusaram a analisar o recurso do presidente dos EUA e confirmaram a decisão já emitida por um tribunal inferior em 2024.
Na prática, com a decisão e os recursos esgotados, Trump agora terá que pagar US$ 5 milhões – o equivalente a R$ 25,8 milhões – à escritora, indenização determinada na sentença do julgamento.






