Vai o verão, ficam as manchas. E aí?

antes e depois de tratamentos com manchas na peleImagem gerada com IA

Depois de meses de muita exposição solar com praias, parques, passeios… Ganhamos aquele bronze de respeito. Mas… Junto com o bronze, ganhamos algumas outras lembranças: manchas, irregularidade no tom da pele... E o agravamento daqueles quadros que são mais crônicos, como o Melasma e a hiperpigmentação pós-inflamatória.

Rotina de verão: descubra o que não fazer com a sua peleI.A

Como lidar então com as  manchas? E o que fazer nas próximas exposições ao sol? Sim, cuidar das manchas não envolve apenas o pós. O pré é até mais importante, eu diria. Porque tratar manchas não é só clareá-las. Quando falamos em manchas, estamos falando em modulação de inflamação, melanogênese – a produção dos grânulos de melanina que vão gerar as manchas – e cuidar da barreira cutânea. Tudo isso ao mesmo tempo.

A pele no fim do verão

Mas por que precisamos catar o balde que a gente mesmo chutou ao fim do verão?

Porque a radiação UV (Principalmente a UVA) induz a ativação dos melanócitos – as células responsáveis pela produção da melanina; Gera o aumento de espécies reativas de oxigênio – radicais livres que vão atacar as estruturas das nossas células, incluindo o DNA; Criar uma inflamação persistente, por conta de todos esses ataques, que acabam por deixar nossos sistema imune e de reparo em alerta; E acabar gerando a disrupção da barreira cutânea, por conta de tanto desgaste.

Com isso, a gente acaba gerando a produção exacerbada de melanina, resultando em manchas e tons irregulares pelo corpo e rosto e criando maior resistência ao tratamento, porque estamos tentando apagar esse incêndio da pele com água e gasolina ao mesmo tempo – tratamento e exposição ao sol. 

Ácidos – nossos maiores aliados

 Os ácidos são nossos melhores ou piores aliados. Isso depende de como e quando vamos usá-los. Um conceito é básico: se você está inserindo ácidos na sua rotina, o cuidado com a proteção solar deve ser redobrado – não importa se é inverno. Falando em ácido, que tal conhecermos alguns dos mais usados e comprovados dentro da dermatologia?

O ácido glicólico gera renovação epidérmica e maior dispersão de melanina, melhorando a hiperpigmentação superficial. Mas ele pode gerar irritação em peles mais sensíveis, sendo indicado usá-lo gradativamente e com uma associação com antioxidantes e calmantes para a pele.

O ácido mandélico é uma molécula maior que penetra mais lentamente na pele. Por também ter ação antibacteriana, é ótimo para peles acneicas. Junto a isso, ele tem ação despigmentante, sendo ótimo para peles sensíveis também.

O ácido tranexâmico é um ácido super potente para o cuidado com manchas e inflamação. Ele atua na redução da atividade de produção de melanina estimulada por inflamação e gatilhos, sendo ótimo para o Melasma. Ele inclusive é incrível para ser usado continuamente e melhor ainda se combinado com a niacinamida. 

A niacinamida é um super multifuncional. Fortalece barreira cutânica, ajuda na retexturização e controle de oleosidade e também reduz a transferência de melanina, atuando também no fator inflamatório, que pode desencadear em manchas por conta da hiperpigmentação pós-inflamatória .

 De nada adianta usar ácido sem tratar a barreira cutânea

barreira cutânea prejudicada x saudávelImagem gerada por IA

Se a nossa barreira cutânea não está íntegra, o ácido vai entrar como um devastador de integridade da pele, podendo gerar novas manchas e o comprometimento da saúde dela, podendo levar até mesmo a quadros mais graves de comprometimento da pele. Com a barreira descuidada, podemos entrar em um ciclo de irritação, inflamação e, por consequência, mais pigmentação.

Pra isso, busque produtos com ativos como ceramidas, colesterol, ácidos graxos, pantenol e madecassoside. Com a manutenção da barreira e a administração cuidadosa dos ácidos, a pele entra em equilíbrio e chega á uniformidade que você tanto deseja.

E, mais importante ainda: Protetor solar não é opcional. E não é um acessório para o verão. Reaplique o protetor ao longo do dia, busque protetores com proteção UVA alta e lembre-se: protetores com cor oferecem proteção contra luz visível. Então eles podem ser aliados importantes para o seu dia a dia.

Cuidar das manchas é um trabalho contínuo de prevenção, manutenção e reparação. Especialmente para que já possui pré-disposições, como no caso de Melasma e Hiperpigmentação Pós-Inflamatória, além de pessoas com fototipos mais altos . Mas é um cuidado que reverbera na nossa autoestima, na nossa relação com a gente mesmo e com como nos apresentamos para o mundo.

Então, na dúvida, lembre-se dos três princípios: prevenir, proteger e reparar. Assim sua pele chega plena e perfeita para o próximo verão já com a rotina em dia e o medo das manchas como um elemento do seu passado.

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