O Grupo de Acesso 1 do Carnaval de São Paulo 2026 ocorreu neste domingo (15). Oito escolas de samba abrilhantaram a avenida do Sambódromo do Anhembi: Camisa 12, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tucuruvi, Mancha Verde, Nenê de Vila Matilde, Pérola Negra, Dom Bosco de Itaquera e Independente Tricolor.
- Leia mais: Nicole Bahls fala sobre Lívia Andrade: “Não tenho contato”
A Camisa 12 abriu o primeiro dia de desfiles com o enredo “Princesas Nagô, Rainhas do Brasil — A Origem da Fé, Herança de Ketu”. A agremiação levou o público a uma viagem profunda às raízes da fé e da cultura afro-brasileira e celebrou a resistência e protagonismo das mulheres pretas que ajudaram a construir o candomblé no Brasil. O enredo ainda homenageou figuras históricas como Iyá Nassô, Iyá Detá e Iyá Akalá. A escola de samba concluiu o desfile dentro do tempo esperado, sem atrasos.
A Unidos de Vila Maria foi a segunda agremiação a cruzar a avenida. Com o enredo “Do chão que alimenta a culinária que encanta: Brasil um banquete de sabores!”, a escola destacou as tradições, cores e sabores da culinária brasileira como parte da identidade cultural nacional. A escola de samba cruzou o portão dentro do tempo esperado e sem intercorrências.
A Acadêmicos do Tucuruvi foi a terceira escola de samba a cruzar a avenida no Sambódromo do Anhembi. “Anti-herói Brasil” foi o enredo escolhido pela agremiação, que celebrou o povo brasileiro que sobrevive em meio às dificuldades do país. Personagens como Macunaíma e João Grilo foram destaques do desfile, que subverteu a lógica dos super-heróis. Uma das peças de um dos carros alegóricos da escola de samba perdeu uma das peças e pode ser punido na categoria Alegorias, mas a escola conseguiu concluir o desfile no tempo esperado.
Quarta agremiação a se apresentar no desfile do Grupo de Acesso 1, a Mancha Verde escolheu reeditar seu próprio desfile, ocorrido em 2012. “Pelas mãos do mensageiro do axé a lição de Odu Obará: a humildade”, foi o enredo escolhido, e levou de volta à avenida uma mensagem de aprendizado e esperança. A agremiação concluiu o desfile em 60 minutos, sem intercorrências.
Nenê de Vila Matilde foi a quinta escola de samba a cruzar a passarela do samba carioca. “Encruzas – Nenê de Corpo e Alma no Coração de São Paulo” foi o enredo apresentado pela agremiação, que homenageou a capital paulista, focando na esquina das avenidas Ipiranga e São João, explorando aspectos culturais, da boemia e da relação da região com Exu. O desfile terminou no tempo programado e sem atrasos.
Com o enredo “Valei-me, cangaceira arretada, Maria que abala a gira, valente e bonita que vence demanda”, a Pérola Negra foi a sexta agremiação a cruzar a Sapucaí. A apresentação remontou a história de Maria Bonita, rainha do cangaço, focando em sua força, liderança e representação como entidade de proteção na umbanda. A escola de samba concluiu a apresentação dentro do tempo esperado.
A Dom Bosco de Itaquera foi a sétima escola de samba a se apresentar na Sapucaí. O tema escolhido pela agremiação foi “Mariama, Mãe de Todas as Raças, de Todas as Cores, Mãe de Todos os Cantos da Terra”, que focou em religiosidade e ancestralidade. A agremiação não ultrapassou o tempo determinado e concluiu o desfile sem intercorrências.
A Independente Tricolor encerrou o desfile do Grupo de Acesso 1. Com o enredo “N’goma – A primeira festa na manhã do mundo”, baseado na obra de Luiz Antônio Simas, a escola de samba exaltou a ancestralidade com foco no tambor e sua importância em rituais. A escola também narrou a criação da civilização brasileira narrada a partir da melancolia de Zambi. O desfile foi finalizado no tempo previsto.
Veja a ordem da apresentação do Grupo de Acesso 1
- Camisa 12
- Unidos de Vila Maria
- Acadêmicos do Tucuruvi
- Mancha Verde
- Nenê de Vila Matilde
- Pérola Negra
- Dom Bosco de Itaquera
- Independente Tricolor



















