Veja os detalhes do desfile da Gaviões da Fiel

Gaviões da FielMaria Paula Santos/iG

A Gaviões da Fiel foi a quarta escola de samba ao cruzar a avenida do Sambódromo do Anhembi na madrugada deste domingo (15), em São Paulo. “Vozes Ancestrais Para Um Novo Amanhã” foi o enredo escolhido pela agremiação para o Carnaval 2026.

Leia mais: Acompanhe o 2º dia dos desfiles das escolas de samba de SP

Com uma apresentação intensa, a escola exaltou os povos originários e reforçou a importância da preservação ambiental. O diferencial na abordagem do carnavalesco traz uma floresta que não é verde: é azul. A escolha de cores se justifica pela tradição do uso de cores da agremiação, que nunca utilizou a cor verde em seus desfiles.

Sabrina Sato desfilou à frente da bateria da Gaviões da Fiel no Carnaval de São Paulo 2026. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, foi destaque em um dos carros alegóricos da agremiação.

Com um desfile exuberante, a escola de samba representou a luta dos povos indígenas para proteger as florestas e como o homem branco contribuiu para a destruição do meio ambiente ao longo dos anos. 

A apresentação da agremiação durou 1 hora e 3 minutos. Apesar do tempo apertado, a escola cruzou o portão no tempo esperado e não recebeu punições relacionadas à duração do desfile.

Gaviões da FielFoto: Maria Paula Santos/iG
Carro da Gaviões da FielFoto: Giovanna Hueb/iG
Gaviões da Fiel desfilaFoto: Giovanna Hueb/iG
Gaviões da Fiel desfilaFoto: Giovanna Hueb/iG
Gaviões da Fiel desfilaFoto: Giovanna Hueb/iG
Gaviões da Fiel desfilaFoto: Giovanna Hueb/iG
Gaviões da Fiel desfilaFoto: Giovanna Hueb/iG
Gaviões da Fiel desfilaFoto: Giovanna Hueb/iG
Gaviões da Fiel entra na avenidaFoto: Giovanna Hueb/iG

A Gaviões da Fiel passou a desfilar como escola de samba em 1989, após a torcida do Corinthians participar de desfiles de blocos de Carnaval de São Paulo.  

Samba-enredo da Gaviões da Fiel

Yandê, Yandê, vai tremer a terra Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra Flecha que aponta novas direções Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões

Yandê, Yandê, vai tremer a terra Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra Flecha que aponta novas direções Tenho lado nessa luta, sou Gaviões

Yakoana Me revela Xapiri Um caminho a reluzir Entre as matas um brilho de estrelas Tudo parecia sonho No leito risonho da mãe natureza Onde o rio beijou o chão Eu plantei uma nação Que no amanhã renascerá Pois Omama desenhou Um dia, semente, no outro, a flor Sou Tapajó, Cariri, Caeté Um Potiguar, Tupi, Canindé A voz da resistência, a lança ancestral No peito do Brasil colonial (eu sou, eu sou)

Sou Tapajó, Cariri, Caeté Um Potiguar, Tupi, Canindé A voz da resistência, a lança ancestral No peito do Brasil colonial

Xawara devora o sonho e a mata padece Mas eu sou a voz que conhece O segredo das nossas raízes Encantar é luz pra vencer cicatrizes

Ó mãe hostil Só uma vez, escute os filhos deste solo A quem foi negado o teu colo Pra ser Guajupiá de quem te ama É hora de reflorestar o pensamento Quem sabe o sonho volte como vento O marco do futuro é Pindorama!

Yandê, Yandê, vai tremer a terra Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra Flecha que aponta novas direções Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões

Yandê, Yandê, vai tremer a terra Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra Flecha que aponta novas direções Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões

Yakoana Me revela Xapiri Um caminho a reluzir Entre as matas um brilho de estrelas Tudo parecia sonho No leito risonho da mãe natureza Onde o rio beijou o chão Eu plantei uma nação Que no amanhã renascerá Pois Omama desenhou Um dia, semente, no outro, a flor

Sou Tapajó, Cariri, Caeté Um Potiguar, Tupi, Canindé A voz da resistência, a lança ancestral No peito do Brasil colonial (eu sou, eu sou)

Sou Tapajó, Cariri, Caeté Um Potiguar, Tupi, Canindé A voz da resistência, a lança ancestral No peito do Brasil colonial

Xawara devora o sonho e a mata padece Mas eu sou a voz que conhece O segredo das nossas raízes Encantar é luz pra vencer cicatrizes

Ó mãe hostil Só uma vez, escute os filhos deste solo A quem foi negado o teu colo Pra ser Guajupiá de quem te ama É hora de reflorestar o pensamento Quem sabe o sonho volte como vento O marco do futuro é Pindorama!

Yandê, Yandê, vai tremer a terra Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra Flecha que aponta novas direções Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões

Yandê, Yandê, vai tremer a terra Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra Flecha que aponta novas direções Tenho lado nessa luta, sou Gaviões, sou Gaviões

Yandê, Yandê, vai tremer a terra!

Horário dos desfiles deste sábado (14)

22h30: Império da Casa Verde;

23h35: Águia de Ouro;

0h40: Mocidade Alegre;

1h45: Gaviões da Fiel;

2h50: Estrela do Terceiro Milênio;

3h55: Tom Maior;

5h: Camisa Verde e Branco.

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