Ele se chama Silvio Tini de Araújo e deve ser a última tentativa de salvar o lendário Pão de Açúcar.
Pão de Açúcar, supermercado, e não o morro carioca.
A ideia de Tini está bem próxima do que sempre foi a proposta de Abílio Diniz, baseada na excelência de produtos e no atendimento dos mercados.
Aliás, se Abílio não tivesse morrido, seria ele quem faria a oferta para comprar o Pão de Açúcar, empresa que foi criada pelo seu pai.
A ideia de Tini é primar pela qualidade e transformar a marca em sinônimo de excelentes produtos.
Vamos combinar que, tradicionalmente, não se comprava no Pão de Açúcar pensando em preços, mas sim em qualidade.
E deve ser essa a estratégia de Tini para reestruturar o mercado.
As dívidas de 4,5 bilhões parecem ter sido resolvidas em acordos com fornecedores e bancos.

Então, agora o Pão precisa vender, e muito.
E, para vender muito, precisa seduzir novamente a classe média, que sempre foi a principal alavancadora do dinheiro que entrava no mercado.
Vamos entender que a disputa é grande e o dinheiro parece estar escondido em algum lugar.
Mas a garra de Tini, acostumado com grandes negócios, deve funcionar desta vez, e o Pão de Açúcar, para a felicidade dos milhares de empregados, deve continuar forte no mercado.
O futuro vai contar.








