A Virginia deu uma aula magna de marketing para o seu público.
Ela é fiel ao seu público e não se interessou em nenhum momento de se mostrar para o público da TV Globo.
Em suas plataformas, a Virginia tinha 600 mil pessoas vendo o seu show. E ali valeu tudo.
A começar pelas vaias que ela recebeu logo na apresentação como Rainha de Bateria.
Aquelas vaias podem ter um efeito ruim para o público da TV Globo, mas para o público da Virginia, aquilo é o auge do vitimismo e da denúncia do preconceito.
Virginia sob vaias era o personagem perfeito para ser apresentado em suas redes sociais.
E o que não dizer do peso da sua fantasia, aquele peso imenso sobre os ombros de uma menina doce e frágil que era massacrada pela fantasia.
Até o momento em que ela mostra a sua fraqueza e retira a fantasia de grande peso.
Um show que causava comentários todos a favor de Virginia.
Teve gente que escreveu que colocaram uma fantasia pesada nela para ela não aguentar. Ora, como não acreditar nisto, o massacre contra a jovem indefesa no meio do show.
Ela saber sambar era apenas um detalhe e totalmente desinteressante. O massacre contra ela sim era o motivo de sua defesa.
Virginia Fonseca, aquela mulher que tem uma fortuna à sua disposição, que tem um público fiel, que ama saber que a Virginia é milionária e tem avião dela.
Um público que jamais vai criticá-la por fazer propaganda do Tigrinho. Afinal, joga quem quer. Ela não obriga ninguém a jogar.
Quando começaram a correr notícias de que a direção da Escola de Samba comentava de madrugada que não vai querer a Virginia ano que vem, oras.
A Virginia trabalha com o hoje.
A Virginia não está pensando daqui há um ano, mas sim sempre em hoje.














