A maior influenciadora do país, Virgínia Fonseca, acaba de ser alvo de uma ação movida pelo Ministério Público.
O MP pede que ela seja condenada ao pagamento de R$ 120 milhões por supostos danos coletivos.
Cabe ressaltar que a Justiça ainda analisará o caso. O juiz ou a juíza responsável poderá aceitar ou não a ação, caso entenda que não há elementos suficientes para o seu prosseguimento.
O assunto promete gerar muito debate e polêmica sobre a atuação de Virgínia Fonseca na divulgação de casas de apostas esportivas.
Entra em discussão até que ponto uma garota-propaganda de uma empresa de apostas pode ser responsabilizada por eventuais danos decorrentes da atividade.
Não cabe ao jornalismo condenar ou inocentar ninguém.

Ao jornalismo cabe levantar questionamentos sobre as ações do Ministério Público e da Justiça, sem afrontar qualquer das partes e respeitando o devido processo legal.
Fica, então, a primeira pergunta: a TV Globo sabia previamente que essa ação seria proposta?
Foi por esse motivo que a emissora retirou Virgínia do programa de Luciano Huck?
Esses são questionamentos que surgem diante dos fatos e que podem ser esclarecidos ao longo do processo.
A empresa de apostas Blaze também é alvo da ação ao lado de Virgínia.
Afinal, esse tipo de aposta é legalizado ou não? Se a atividade é autorizada, de quem seria a responsabilidade por eventuais irregularidades?
A publicidade desse segmento é proibida? Existe alguma lei que estabeleça limites claros para esse tipo de propaganda?
Até onde esta coluna acompanhou, esse debate ainda está em construção.
Outra questão envolve Vini Jr., que participou de uma campanha publicitária para uma casa de apostas relacionada ao seu desempenho em partidas da Copa do Mundo. Haveria algum tipo de responsabilidade jurídica nesse caso? E a empresa patrocinadora também poderia ser responsabilizada?
São inúmeras perguntas que as autoridades precisarão responder para que todos os aspectos desse tema sejam devidamente esclarecidos.
Vale lembrar que as casas de apostas estiveram entre os principais anunciantes durante a Copa do Mundo.
Agora, cabe às autoridades se manifestarem e esclarecerem quais são os limites legais para esse mercado.







