A cinebiografia de Fred Astaire, com Tom Holland (foto) no papel do lendário dançarino, enfrenta resistência da família do artista. De acordo com o site TMZ, Robyn Astaire, viúva do ator, enviou uma notificação extrajudicial à Sony Pictures afirmando que não autoriza a produção. No documento, Robyn sustenta que o marido deixou registrado em testamento o desejo de não ter sua trajetória retratada em filmes ou produções dramatizadas, e reforça que os familiares “respeitam integralmente essa vontade”. Robyn também ameaça recorrer à Justiça se a Sony insinuar que houve qualquer tipo de consentimento. O projeto está em desenvolvimento desde 2021, e Tom Holland já havia confirmado que viveria o astro nas telas. Astaire foi casado pela primeira vez com Phyllis Potter, com quem teve dois filhos, Fred Jr. e Ava. Em 1980, aos 81 anos, casou-se novamente, desta vez com Robyn, então 45 anos mais jovem. Considerado um dos maiores nomes dos musicais no cinema, Fred Astaire (1899–1987) construiu trajetória marcante como ator, cantor e coreógrafo, com passagens pela Broadway e por clássicos de Hollywood. Sua parceria com Ginger Rogers e sua influência técnica moldaram gerações posteriores de performers. Veja a seguir alguns dos outros nomes importantes do gênero! Ginger Rogers (1911–1995) – Ao lado de Astaire, fez história com performances impecáveis e expressivas, equilibrando técnica e espontaneidade. Ela brilhou também em papéis dramáticos e cômicos, mostrando versatilidade rara. Gene Kelly (1912–1996) – Combinando carisma e inovação visual, Kelly criou números inesquecíveis como no icônico “Cantando na Chuva”. Sua abordagem mais física ajudou a popularizar um estilo de musical vibrante e democrático. Judy Garland (1922–1969) – Dona de uma das vozes mais marcantes da história do cinema, encantou o mundo em “O Mágico de Oz”. Sua intensidade emocional fez dela uma das grande intérpretes dos musicais clássicos. Eleanor Powell (1912–1982) – Reconhecida como uma das maiores sapateadoras do cinema, impressionou por sua velocidade e técnica impecável, como em “Nasci para Dançar”, de 1936. Seus números grandiosos ajudaram a elevar o padrão dos musicais da MGM. Julie Andrews (1935–) – Imortalizada em “Mary Poppins” e “A Noviça Rebelde”, tornou-se sinônimo de musical sofisticado e familiar. Sua voz cristalina e presença radiante conquistaram plateias no mundo inteiro. Barbra Streisand (1942–) – Estrela de voz poderosa e personalidade marcante, brilhou em “Funny Girl” e “Hello, Dolly!”. Seu talento multifacetado redefiniu o musical moderno, unindo cinema, canto e teatralidade. Liza Minnelli (1946–) – Com carisma explosivo e estilo único, a filha de Judy Garland eternizou Sally Bowles em “Cabaret”, conquistando o Oscar. Tornou-se um ícone pop e teatral, influenciando gerações de artistas. Cyd Charisse (1922–2008) – Dançarina de técnica refinada e presença magnética, destacou-se em parcerias com Gene Kelly e Fred Astaire. Sua elegância e força transformaram seus números em pura poesia visual. Donald O’Connor (1925–2003) – Carismático e ágil, ficou eternizado pelo número “Make ’Em Laugh”, de “Cantando na Chuva”. Sua combinação de humor físico e precisão técnica faz dele um dos grandes do gênero. John Travolta (1954–) – Explodiu em “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” e “Os Embalos de Sábado à Noite”, tornando-se símbolo da dança pop no cinema. Seu magnetismo e estilo marcaram a cultura jovem das décadas de 70 e 80. Catherine Zeta-Jones (1969–) – Venceu o Oscar por sua performance arrebatadora em “Chicago”, revivendo o apelo do musical adulto. Sua combinação de teatro e dança trouxe novo fôlego ao gênero. Emma Stone (1988–) e Ryan Gosling (1980–) – A dupla conquistou o público em “La La Land”, trazendo frescor ao musical contemporâneo com química delicada e nostálgica. Suas performances uniram romance, música e um olhar moderno sobre o sonho artístico.