O cenário televisivo brasileiro passou por uma das mudanças mais significativas dos últimos tempos em novembro do ano passado, quando William Bonner decidiu deixar a bancada do Jornal Nacional após 29 anos de história. Agora, quase oito meses após o encerramento de um ciclo importante, o jornalista revela uma nova fase, mais leve e, principalmente, menos intensa.
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À frente do Globo Repórter, Bonner vive uma nova etapa profissional, marcada pela troca da urgência das notícias diárias pela profundidade e pela tranquilidade das reportagens especiais. O primeiro grande projeto desse momento chega às telas nesta sexta-feira (17): uma série documental exclusiva sobre os países que sediarão a Copa do Mundo de 2030, começando pelo Marrocos.
Em entrevista ao jornal Extra, o jornalista comentou sobre sua saída do estúdio do Jornal Nacional e o ritmo intenso do jornalismo diário. Se, por décadas, William Bonner viveu sob a pressão do ao vivo e do fechamento imediato, agora ele desfruta de um luxo raro na profissão: o tempo.
“Eu entrei na TV já como apresentador e aprendi edição. Reportagem eu fiz em diversas situações especiais, às vezes coberturas de tragédias, às vezes eventos de grande importância política no Brasil e no exterior. Mas, naquelas ocasiões, elas eram exibidas no mesmo dia em que tinham sido editadas. Já o Globo Repórter permite um respiro muito maior. São reportagens que têm um outro timing”, pontuou.
Para William Bonner, a mudança não se limitou apenas às locações, mas a uma nova forma de se relacionar com a notícia. O apresentador destacou que a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento das pautas sem o chicote do relógio tem sido uma experiência bastante prazerosa.
Novo modelo de trabalho
O modelo atual permite que William Bonner participe de cada etapa do processo com mais rigor e detalhamento. O jornalista agora consegue mergulhar na apuração e decidir, com calma, a melhor narrativa para envolver o espectador, algo que a rigidez do telejornalismo diário muitas vezes impedia.
“Fazer a reportagem olho no olho com os entrevistados, escolher a forma de contar a história e ainda fazer isso com um tempo mais elástico é mais confortável”, concluiu o jornalista.








