A jornalista Adriana Araújo, de 54 anos, demonstrou indignação ao comentar a decisão da Justiça no caso Henry Borel durante a edição desta quinta-feira (4) do “Jornal da Band”. O julgamento terminou com o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, assassinado aos 4 anos de idade.
Ao vivo, Adriana Araújo reagiu com frustração ao resultado do caso, que voltou a gerar grande repercussão nas redes sociais e entre os telespectadores.
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O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também condenou Jairo Souza Santos Júnior, padrasto de Henry Borel, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. A Justiça determinou uma pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.
No caso de Monique, os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso e concluíram que ela praticou homicídio culposo – quando não há a intenção de matar. O entendimento foi de que houve omissão em relação às torturas sofridas pelo pequeno Henry. A pena foi fixada em 1 ano e 4 meses de detenção em regime aberto. Com isso, Monique deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira.
Ao comentar o caso, Adriana Araújo avaliou que o resultado do júri deixou a sensação de injustiça, destacando que o menino Henry foi a única vítima desta história.
Na sequência, a jornalista relembrou que Henry deu sinais de que estava sofrendo abusos, porém, os adultos que o cercavam não agiram para defendê-lo.
“No caso de Henry, o agressor morava na casa dele. O menino pediu socorro, do jeito que uma criança de 4 anos sabe pedir socorro. Deu sinais das violências que sofria. A babá viu, a mãe viu, o pai percebeu que ele estava com medo. Ninguém agiu a tempo de salvar Henry”, pontuou.
Adriana ainda refletiu sobre a justificativa para o perdão judicial concedido a Monique, anunciado pela juíza Elizabeth Machado Louro.
A apresentadora também relembrou comportamentos atribuídos a Monique durante o curso da investigação.
“Depois do crime, Monique pressionou a babá a apagar mensagens que mostravam que ela sabia das agressões contra o filho. Jairinho era o principal suspeito do assassinato cruel e ela entrou de mãos dadas com ele pela porta da frente da delegacia. Tirou selfie antes do depoimento. Aceitou ser defendida pelo advogado dele. Combinou uma versão da história com o assassino e só agora no Júri o acusou pelo crime”, destacou.
Por fim, Adriana refletiu sobre a responsabilidade que os pais precisam assumir a partir do momento em que decidem ter filhos.
“Para terminar, eu preciso dizer: você pode escolher ser mãe ou não. Você pode escolher ser pai ou não. Mas quando um filho nasce, não pode escolher a omissão porque omissão mata”, concluiu.
Relembre o caso
Em 8 de março de 2021, Henry Borel, de 4 anos, foi levado ao hospital já sem vida pela mãe, Monique Medeiros, com várias manchas roxas pelo corpo e cerca de 23 lesões graves constatadas durante as investigações.
Monique e o padrasto, Jairo de Souza Santos, o Dr. Jairinho, teriam alegado uma queda acidental. No entanto, a perícia e reconstruções 3D descartaram a hipótese de acidente.
A acusação realizada pelo Ministério Público aponta que Jairinho desferiu agressões fatais, enquanto Monique se omitiu para manter o relacionamento.








