Quem era Matheus Sabbá, ator e diretor que morreu aos 30 anos

Matheus Sabbá se destacou em musicais e produções de ópera Reprodução Instagram

O ator e diretor Matheus Sabbá, que morreu na quarta-feira (28), aos 30 anos, construiu uma trajetória marcada por trabalhos no teatro, na ópera e no cinema. Natural de Manaus, o artista participou de produções em importantes instituições culturais do país, como o Theatro Municipal de São Paulo, o Theatro São Pedro e o Festival Amazonas de Ópera, além do Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc).

Entre seus trabalhos de destaque está a direção do musical “A Caixa Mágica do Natal”, montagem que recebeu reconhecimentos no Prêmio Cenym de Teatro e no Prêmio Brasil Musical. Em 2026, Sabbá também assumiu a direção de cena do programa de Ópera e Canto Lírico do Femusc e esteve à frente da montagem de “Onheama”, ópera de João Guilherme Ripper apresentada durante o festival. No ano anterior, havia trabalhado como assistente de direção em “Madama Butterfly”.

O artista também teve uma passagem pelo cinema ao integrar o elenco de “O Último Azul”, longa dirigido por Gabriel Mascaro e protagonizado por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro. Ambientada na Amazônia, a produção conquistou o Grande Prêmio do Júri do Festival de Berlim em 2025.

Matheus SabbáFoto: Reprodução Instagram
Matheus SabbáFoto: Reprodução Instagram
Matheus SabbáFoto: Reprodução Instagram
Matheus SabbáFoto: Reprodução Instagram
Matheus SabbáFoto: Reprodução Instagram

Artistas lamentam a morte de Matheus Sabbá

A notícia da morte do ator provocou homenagens de amigos, artistas e instituições culturais. O ator amazonense Adanilo, conhecido pelo trabalho em “O Rio do Desejo”, publicou uma mensagem nas redes sociais para se despedir do amigo. “Hoje perdi um amigo querido, um dos caras mais alto astral e divertido que já conheci. Você vai fazer muita falta, irmão. Muita luz na sua passagem”, escreveu.

A cantora amazonense Cella também manifestou pesar e destacou a contribuição de Sabbá para a cena teatral do estado. “Matheus revolucionou o teatro no Amazonas e deixou uma marca que ninguém nunca vai apagar”, declarou.

A Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) divulgou uma nota de pesar e ressaltou a importância do artista para as artes cênicas da região. A Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e o Festival Internacional de Música de Santa Catarina também prestaram homenagens.

A escola de samba Unidos do Alvorada, da qual Matheus participou da comissão de frente da bateria, também lamentou a perda. Em manifestação, a agremiação prestou solidariedade aos familiares do artista, especialmente ao pai, William Sabbá, e à madrasta, Maria Aparecida Sabbá, madrinha de bateria da escola.

O sepultamento será realizado em Manaus. Até o momento da divulgação das informações, a data e os detalhes da cerimônia não haviam sido anunciados. 

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