A Selic está em queda, mas quem precisa de um empréstimo ou financiamento ainda encontra juros muito altos. Mesmo após três cortes consecutivos promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o custo do crédito continua elevado para consumidores e empresas, o que exige atenção antes de assumir uma nova dívida.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano. Após três reduções consecutivas desde março, o alívio ainda não chegou ao bolso de quem busca crédito. Com isso, surge uma dúvida, vale a pena contratar um empréstimo agora ou é melhor esperar?
Segundo Daniel Gava, Founder e CEO da Rooftop, proptech pioneira e única em solução institucional de liquidez imobiliária para imóveis sob pressão, a queda da taxa básica costuma demorar a ser percebida pelo consumidor porque os bancos consideram diversos fatores além da Selic na formação dos juros finais.
Para o executivo, um dos principais erros neste momento é acreditar que a queda da Selic significa, automaticamente, crédito mais barato.
E para os endividados?
Quem já possui dívidas também pode aproveitar este momento para reavaliar a situação financeira. Segundo Gava, trocar linhas de crédito mais caras, como cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos sem garantia, por modalidades com juros menores pode gerar economia significativa.
Entre as opções disponíveis, as operações com garantia real, principalmente utilizando imóveis, costumam oferecer taxas mais competitivas, já que apresentam menor risco para as instituições financeiras.
Mas antes de contratar um novo empréstimo, vale a reflexão, essa dívida é realmente necessária neste momento? Segundo o especialista, mais importante do que esperar novos cortes da Selic é analisar se o crédito cabe no orçamento e se ele será sustentável ao longo do tempo.
*Estagiária sob supervisão










