Deborah Secco voltou a falar sobre um dos papéis mais marcantes de sua carreira e revelou que a trajetória até viver Bruna Surfistinha esteve longe de ser simples. Convidada do programa A Cúpula, exibido na noite de quinta-feira (23) e comandado por Felipe Titto, a atriz relembrou os desafios enfrentados nos bastidores da produção que marcou sua carreira no cinema.
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Com mais de três décadas de trajetória na televisão, Deborah contou que, por muitos anos, acreditou que precisava criar uma versão de si mesma para o público. Segundo a atriz, sua personalidade reservada, caseira e tranquila contrastava com a imagem que as pessoas esperavam dela, o que a fez construir uma personagem também fora das telas.
Apesar disso, a artista nunca teve medo de encarar desafios profissionais. Um dos maiores foi justamente interpretar Bruna Surfistinha no longa lançado em 2011.
Sincera, Deborah Secco contou que, na época, o diretor do filme não a queria como protagonista, mas isso mudou após realizar um teste. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o processo não foi nada fácil para a atriz, que, inicialmente, não tinha a intenção de aceitar o convite.
Durante a conversa com Felipe Titto, ela confessou ter ficado em conflito, mas sentiu a presença de Deus o tempo inteiro, dizendo que aquele papel seria dela. Insegura sobre o que fazer, a atriz ligou para os seus amigos mais próximos.
“Aí liguei pro Daniel Filho, que foi o cara que me dirigiu em Confissões de Adolescente, que me ensinou tudo que eu sei sobre dramaturgia, câmera, luz. Liguei: ‘Daniel, e aí? Não faz, não faz, não faz, vai acabar com a sua carreira’. Aí eu desliguei e Deus falava: ‘você vai fazer'”, disse.

Em seguida, ela contou que ligou para mais pessoas. “Aí liguei pro Diogo Reis, meu diretor, amigo, o cara que me botou na Globo: ‘Não faz’. Aí liguei pro Jorge Furtado, não faz. Liguei pra minha mãe: ‘Vou me matar’. Liguei pro meu ex-marido, na época marido: ‘vou me separar’. Eu falei: ‘ok, Deus, não vai dar, tá muito puxado pra mim'”, relembrou Deborah Secco.
É importante destacar que, na época, a atriz era casada com Roger Flores, com quem ficou até 2013. Durante as gravações e a preparação para o longa Bruna Surfistinha (gravado em 2009 e lançado em 2011), o ex-casal enfrentou diversas turbulências no casamento.
Crise no casamento
Eles chegaram a passar por um breve término enquanto a artista mergulhava na caracterização da personagem Raquel Pacheco e viajava para divulgar e gravar o projeto. Roger jogava futebol no exterior e em outros estados. Por fim, eles se separaram em 2010, reataram posteriormente e se divorciaram definitivamente em 2013.

Ao longo da conversa, Deborah explicou que recebeu muitos conselhos para recusar o papel, mas sentia que Deus mostrava um caminho diferente. “Então você vai ouvir quem? E aí eu lembro como se fosse hoje: vim para São Paulo sozinha e chorei o voo inteiro, porque tinha uma certeza muito forte de que precisava fazer”, declarou.
“A minha empresária da época do meu lado, Lucinha Colucci, falava, não é pra fazer. A minha assessora, não é pra fazer”, disse. “Qual o medo nessa turma?”, questionou Titto. “Chance de dar tudo errado e eu perder tudo que eu tinha construído até ali”, confirmou a atriz.
“Eu peguei o contrato, sentei na mesa pra dizer: ‘olha, eu não vou fazer’. Mas, quando eu vi, tava assinado. E quando eu vi, eu tava me preparando, e quando eu vi, eu tava filmando“, brincou.

Vale destacar que Bruna Surfistinha foi um sucesso e se tornou um divisor de águas na carreira de Deborah Secco, que recebeu milhares de elogios por sua interpretação no filme. Como prova do sucesso, Bruna Surfistinha 2, que será protagonizado por Deborah Secco, está em produção.
O filme tem estreia prevista para 14 de janeiro de 2027 e deve contar a vida da personagem em uma etapa mais madura, enfrentando as consequências da fama e a chegada das plataformas digitais ao mercado adulto.














