O Globoplay disponibilizará Plantão de Polícia (1979-1981) a partir de 17 de agosto. Estrelada por Hugo Carvana (1937-2014), a produção marcou a estreia de Aguinaldo Silva como roteirista de televisão. Antes de ingressar na Globo, o autor atuava no jornalismo impresso e foi convidado para o projeto por causa de sua experiência na cobertura de casos policiais. Em depoimento ao Memória Globo, Aguinaldo Silva relembrou como recebeu o convite para escrever a série, mesmo sem experiência anterior com roteiros para televisão. O autor contou que foi procurado por Daniel Filho após indicação do roteirista Leopoldo Serran (1942-2008). “Um belo dia, estou em casa, o telefone toca, era o Daniel Filho, que eu conhecia de nome. Ele me chamou para conversar na casa dele: ‘Olha, nós vamos fazer um seriado policial na TV Globo, e o Leopoldo Serran indicou o seu nome. Você quer participar?’. Eu tinha feito um curso de roteirista de cinema com o Leopoldo. Nunca havia escrito para televisão, nem lido um roteiro de TV, mas resolvi tentar”, contou. A trama da Globo acompanhava a rotina da redação do jornal fictício Folha Popular. Hugo Carvana interpretava Waldomiro Pena, um repórter sem formação acadêmica que se envolvia emocionalmente com as histórias que cobria. Já Marcos Paulo (1951-2012) dava vida ao editor Serra, defensor de uma postura mais objetiva no exercício do jornalismo. Entre os dois estava Bebel, personagem de Denise Bandeira, que admirava o trabalho de Pena, mas concordava com Serra sobre a importância da neutralidade.
Série apostou em histórias humanas
Plantão de Polícia fez parte do projeto Séries Brasileiras, criado pela Globo para ocupar o espaço das antigas novelas das dez com produções nacionais. Exibida às sextas-feiras, a série dividia a faixa com Carga Pesada (1979-1981) e Malu Mulher (1979-1980). Segundo Aguinaldo Silva, o diferencial da produção foi priorizar o aspecto humano das histórias em vez da ação policial. “Quando entrei na equipe, percebi que o seriado funcionaria melhor se, em vez de irmos para o lado da violência e da ação, algo em que os seriados americanos são imbatíveis, preferíssemos o lado mais humano das histórias, o da emoção. Acredito que esse tenha sido o grande trunfo do programa”, contou.








